Contexto e proposta de Carandiru
Carandiru leva ao cinema as histórias que o médico Drauzio Varella ouviu dentro da Casa de Detenção de São Paulo. Baseado no livro Estação Carandiru, o filme de 2003 acompanha a rotina dos presos, a superlotação, a violência e o massacre de 1992, quando 111 detentos foram mortos, 102 deles pela polícia. Héctor Babenco dirige e assina o roteiro com Fernando Bonassi e Victor Navas.
O longa foi rodado parcialmente na própria penitenciária, antes da demolição em 2002, e usou muitos atores novatos, alguns ex-presos. A escolha reforça o tom de docudrama e aproxima o espectador das histórias de Lady Di, Sem Chance, Deusdete, Zico e outros personagens. O filme foi o maior público nacional do ano, com mais de 4,6 milhões de espectadores, e foi exibido no Festival de Cannes de 2003.
A obra recebeu o Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de melhor direção em 2004 e entrou na lista dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos da Abraccine. Para quem quer entender a relação entre cinema e direitos humanos no Brasil, Carandiru é uma referência: o filme não se limita a reconstituir o massacre, mas mostra como a prisão funcionava antes dele.
A edição em DVD mantém o áudio original em português. Antes de comprar, vale conferir a região e o formato da edição, além de comparar as opções disponíveis no mercado.




