Caxias Pacificador é um opúsculo de Souza Docca publicado em 1938 pela Imprensa Nacional, no Rio de Janeiro, como separata da Revista Militar Brasileira. O texto tem 17 páginas, formato 16 x 23 cm, e integra a fase em que o autor, então coronel, dedicava-se a estudar a história militar brasileira e a biografia de comandantes do Império.
O título remete à imagem mais conhecida de Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias: a de militar que pacificou revoltas do período regencial e do Segundo Reinado, entre elas a Balaiada, a Farroupilha e a Praieira. Na produção de Docca, o estudo se soma a trabalhos biográficos sobre o Marechal Osório, o Marechal Deodoro, o Marechal Floriano e o general Bento Manoel Ribeiro, publicados ao longo das décadas de 1930 e 1940.
Por que este texto importa
A separata é um exemplo do método que marcou a obra histórica de Souza Docca: leitura de fontes primárias, atenção a documentos oficiais e réplica a versões consagradas pela bibliografia. Em vez de uma biografia extensa, o autor concentra o texto em um aspecto da trajetória de Caxias, o papel de pacificador, e o apresenta como chave para entender a relação entre Exército, Monarquia e ordem interna no Brasil do século XIX.
Para quem estuda a historiografia militar brasileira, o opúsculo também documenta como os próprios militares escreveram sobre seu passado nas primeiras décadas do século XX. É um material de pesquisa sobre memória institucional, e não apenas sobre Caxias.
O contexto da publicação
A Revista Militar Brasileira era uma publicação do Exército voltada a estudos militares e de história, e a separata dava circulação autônoma a um texto que antes ficava restrito aos leitores do periódico. O ano de 1938 situa o opúsculo em um momento de valorização da memória militar e de debate sobre o papel do Exército na formação nacional, tema que Docca também tratou em As forças armadas na formação e defesa da nacionalidade, publicado no ano seguinte.
O tema também dialoga com a própria carreira do autor: oficial de Intendência que chegou a general, Docca escreveu sobre um comandante que se tornou símbolo da instituição. A escolha não era acidental para quem passou décadas lidando com administração militar e, ao mesmo tempo, pesquisando documentos do período imperial.
Para quem é esta leitura
- pesquisadores de história militar e da Guerra do Paraguai;
- estudantes de história do Brasil Imperial;
- leitores interessados na construção da memória do Duque de Caxias;
- colecionadores de separatas e publicações militares antigas.
Sobre a edição
Por ser uma publicação de 1938, o exemplar circula hoje apenas no mercado de livros usados. Vale conferir o estado da brochura, a integridade das páginas e a presença da capa original antes de fechar a compra. A edição não tem reedição moderna conhecida, o que faz dos exemplares remanescentes a principal via de acesso ao texto completo.


