Clímax é o livro de poesia em que Bruna Lombardi leva a intimidade ao centro da página. Publicado pela Sextante em 2017, com 256 páginas, o volume reúne poemas marcados por sensualidade, sensorialidade e por revelações que surpreendem até quem acompanha a obra da autora desde os primeiros livros.
O que os poemas propõem
O livro é confessional sem ser expositivo. Mostra a profundidade das relações, confessa segredos e expõe momentos de liberação, em versos que trabalham a efervescência dos sentimentos e o prazer da entrega. É uma poesia que não pede licença: entra no corpo, na casa, na memória afetiva.
Quem conhece a poesia de Bruna Lombardi reconhece ali a mesma voz que estreou em 1976 com No Ritmo dessa Festa, mas com mais coragem e mais repertório. O erotismo aparece como linguagem, não como choque: é a forma que a autora encontra de falar de confiança, de tempo e de presença.
Por que ler na obra da autora
Clímax é de 2017, o mesmo ano de Poesia Reunida, e funciona como contraponto a ele. Enquanto o volume reunido olha para trás e organiza a produção inicial, Clímax olha para o presente e testa novos territórios. Os dois livros, lado a lado, mostram a amplitude de uma poeta que passou décadas sem abandonar o verso, mesmo em meio a novelas, filmes e séries.
Como ler
É um livro para ler devagar, em blocos curtos. Os poemas sustentam releitura e funcionam bem em voz alta, pela musicalidade construída com métrica e ritmo precisos. Quem prefere começar pela poesia mais recente da autora pode usar este volume como porta de entrada e depois voltar para os títulos que o antecedem.
Para quem é
Para leitores de poesia contemporânea brasileira. Para quem se interessa por escrita de intimidade feita com técnica. E para quem quer entender a dimensão literária de Bruna Lombardi para além da imagem de atriz — uma dimensão que a crítica reconhece desde os anos 1970.





