Comigo na Livraria (2024) é Martha Medeiros em diálogo aberto com o hábito de ler: crônicas sobre livros, estantes, encontros com a página e o que a leitura faz com o tempo de uma vida. Chega num momento em que a autora já carrega décadas de coluna e de best-sellers — e ainda assim escolhe falar do gesto simples de abrir um livro.
Em 2025, a obra figurou entre as semifinalistas do Prêmio Jabuti na categoria Crônicas, sinal de que a crítica institucional continua enxergando vigor no projeto contínuo da cronista gaúcha.
Proposta do volume
Em vez de tratado teórico sobre literatura, o livro oferece crônicas vizinhas da experiência real: escolher título, abandonar leitura, reler, presentear, frequentar livraria, deixar-se afetar por uma frase. Martha escreve para quem lê de verdade — e também para quem quer voltar a ler sem culpa performática.
O tom é íntimo e convidativo. Há afeto pelo objeto livro, mas sem fetichismo vazio: a livraria aparece como espaço social e de silêncio útil, não só como cenário bonito.
Para quem é
- Leitores fiéis de Martha que querem o lançamento recente da autora.
- Pessoas que montam rotina de leitura e gostam de companhia ensaística leve.
- Quem prefere crônicas temáticas a romances longos.
- Presentes para professores, livreiros, clubes do livro e amigos que “sempre estão com um livro na bolsa”.
Continuidade de uma voz
Depois de coletâneas sobre cinema, viagem e vida doméstica, Comigo na Livraria aprofunda o meta-olhar: a escritora que vive de palavras olha para a cadeia que a sustenta — leitores, livrarias, tempo de atenção. É um livro de maturidade sem ser testamento; continua a conversa iniciada em décadas de coluna no Zero Hora e no O Globo.
Como se situa entre os outros títulos
Se Divã é a porta da ficção e Feliz por Nada a porta do best-seller de crônicas existenciais, Comigo na Livraria é a porta de quem já gosta de Martha e quer material novo, alinhado ao presente da autora. Também funciona como primeiro contato para quem prefere tema “livros sobre livros”.
Compra e leitura
Disponível em edição impressa e e-book. Como é coletânea, admite leitura em blocos curtos — ideal para criar o hábito que o próprio livro celebra. Na hora da compra, confira o subtítulo e a capa da edição L&PM para garantir o volume certo, e não uma antologia antiga com nome parecido.
Por que importa agora
Em tempos de atenção fragmentada, um livro que defende a livraria e a leitura demorada não é nostalgia vazia: é proposta prática. Martha não romantiza o passado editorial; ela mostra o prazer atual de escolher, abandonar e voltar a um texto. Para professores e mediadores de leitura, as crônicas viram ponto de partida de conversa em sala ou clube.
Se você já leu as colunas da autora nos jornais, vai reconhecer a respiração curta e o fechamento certeiro. Se é a primeira vez, este volume oferece porta de entrada gentil, com tema universal e zero exigência de conhecer a bibliografia completa antes.




