Era outra vez um gato xadrez levou Letícia Wierzchowski ao campo da literatura infantil e rendeu à autora o Prêmio Jabuti de 2009 na categoria infantil. Publicado pela editora Galera em 2008 e ilustrado por Virgilio Neves, o livro conta a história de um gato xadrez que queria mudar de cor. Inteligente, fluente em gatês e um pouco intelectual, ele sai pelo mundo em busca de quem possa realizar o seu desejo.
O que acontece na história
Na jornada, o gato encontra um periquito que diz ver o futuro e uma águia que o leva até a casa de uma bruxa malvada. Cada encontro aumenta o problema, e a criança acompanha o esforço do personagem para conseguir algo que, no fim, talvez já tivesse. As ilustrações de Virgilio Neves constroem o universo visual da história e repetem a parceria iniciada em outro livro da autora, O dragão de Wawel e outras lendas polonesas, que resgata a herança dos avós imigrantes.
Por que é um bom primeiro livro
A história trabalha temas simples e concretos: desejo, identidade e a descoberta de que mudar por fora não resolve tudo. O texto tem humor e ritmo de leitura em voz alta, o que ajuda na transição da leitura de imagens para a leitura de palavras. É uma amostra da obra infantil de Letícia Wierzchowski, que também escreveu livros como Todas as coisas querem ser outras coisas, O menino paciente e Semente de gente.
Para quem é
Crianças em fase de alfabetização e primeiros leitores autônomos, além de pais e professores que procuram histórias com fantasia, animais falantes e final reflexivo. Para quem conhece a autora pelos romances históricos, o livro mostra um lado diferente da mesma escrita: mais leve na forma, igualmente atenta ao modo como cada personagem lida com o que não pode controlar.




