Estações nasceu de uma conversa entre Daniel Munduruku e a ilustradora Marilda Castanha depois de uma apresentação de As Quatro Estações, de Vivaldi, em Minas Gerais. Daquele encontro veio a ideia de um livro em que o tempo da natureza e o tempo da vida caminham juntos, sem hierarquia entre palavra e imagem. Publicado pela Moderna, o título venceu o Prêmio Jabuti de melhor livro infantil em 2025.
O que o livro propõe
A obra trata das estações como metáfora do próprio percurso humano: ciclos que começam, amadurecem e recomeçam. Munduruku pensa por palavras, Castanha pensa por imagens, e o resultado é um livro em que as duas linguagens se completam em vez de apenas se ilustrarem. A narrativa evita a explicação didática e aposta na leitura compartilhada entre crianças e adultos.
Para quem faz sentido
É uma leitura indicada para crianças em fase de alfabetização e para projetos de leitura em família ou na escola. Professores que trabalham tempo, natureza, ciclos e diversidade cultural encontram no livro um ponto de partida para conversas sobre mudança e permanência. A obra também interessa a quem acompanha a literatura infantil brasileira premiada e a parceria entre escritores e ilustradores.
Por que este título marca a carreira do autor
Estações é o terceiro Jabuti de Munduruku, depois de Coisas de Índio e Vozes Ancestrais. O reconhecimento consolida uma fase em que o autor diversifica o público sem abandonar a temática indígena e a reflexão sobre ancestralidade. O livro é uma porta de entrada leve para quem ainda não leu a obra dele e, ao mesmo tempo, um título com densidade visual para leitores que já conhecem a produção do autor.





