Meu Vô Apolinário é uma viagem pelo rio da memória. Daniel Munduruku parte da lembrança do avô para reconstituir cenas de infância, palavras antigas e modos de viver que atravessaram gerações da família Munduruku. O subtítulo, um mergulho no rio da (minha) memória, anuncia o tom: não é uma biografia linear, e sim uma narrativa afetiva sobre o que permanece quando uma cultura é pressionada a esquecer.
Do que trata
O narrador revisita o avô como quem volta a uma casa antiga. A cada cena, aparecem a relação com a terra, os ensinamentos transmitidos pela oralidade e o contraste entre a vida na aldeia e a vida na cidade. O livro não romantiza o passado nem trata a tradição como peça de museu: mostra a memória como algo vivo, que ajuda a explicar o presente.
Para quem faz sentido
A leitura é indicada para jovens e adultos, em especial para quem pesquisa relações familiares, ancestralidade e literatura de autoria indígena. O título também é usado em escolas e clubes de leitura por permitir conversas sobre pertencimento e história pessoal. Ilustrações de Rogério Borges acompanham o texto e reforçam o clima de lembrança.
Por que este livro importa
Publicado pela Studio Nobel, Meu Vô Apolinário ajudou a firmar a voz de Munduruku na literatura brasileira e antecipou temas que o autor retomaria em obras como Memórias de Índio. É um dos títulos mais adotados em projetos de formação de leitores e um caminho curto para entender por que a memória é, para ele, matéria de escrita e de resistência.





