Estão Todos Dormindo é o livro de perfis que Edson Nery da Fonseca publicou em 2010, reunindo retratos de pessoas com quem conviveu ao longo de uma vida inteira no Recife, em Brasília e nos círculos literários que frequentou. Depois de escrever as próprias memórias, o autor voltou-se para os outros.
O livro pertence a uma tradição pernambucana de retrato curto e memorialismo, em que a observação pessoal vale tanto quanto o documento. Cada perfil funciona como uma pequena biografia afetiva, escrita por alguém que estava lá — e que tinha opinião formada sobre quase tudo.
O lançamento em Brasília
O livro foi apresentado em 2010 em Brasília, durante as comemorações dos 45 anos do Departamento de Ciência da Informação e Documentação da Universidade de Brasília. Na ocasião, o autor foi homenageado por ex-alunos e pela instituição que ajudara a criar — uma coincidência editorial que liga os perfis do livro à própria história profissional de Edson Nery.
O que os perfis revelam
- Retratos de contemporâneos do autor, entre escritores, intelectuais e figuras da vida pernambucana;
- O método do memorialista: observação direta, humor e crítica;
- Um painel indireto da própria trajetória de Edson Nery, que aparece nas entrelinhas de cada retrato.
Para quem é
Leitores de crônicas e perfis literários, estudiosos da vida cultural pernambucana e quem já acompanha a obra memorialista do autor. O título é um complemento natural de Vão-se os Dias e Eu Fico: se naquele livro ele explicava a si mesmo pelo que não fez, aqui ele retrata os outros pelo que viveu ao lado deles.
Sobre o autor e o momento
Quando publicou Estão Todos Dormindo, Edson Nery já era professor emérito da UnB, tinha fundado cursos de biblioteconomia em Pernambuco e Brasília e era reconhecido como o maior estudioso da obra de Gilberto Freyre. Os perfis mostram outra face: a de um observador da vida cotidiana, capaz de transformar conversa de década em página de livro.
O lugar do livro na produção do autor
Entre a obra técnica e a memorialista, Estão Todos Dormindo pertence ao grupo dos livros de memória, ao lado de Vão-se os Dias e Eu Fico. Os dois foram escritos na mesma fase, quando o autor já havia se aposentado da UnB e vivia em Olinda, revisitando a própria trajetória e as pessoas que passaram por ela.





