Contexto e proposta de Fazenda Independência
Fazenda Independência é a propriedade rural de Lúcia Veríssimo em Minas Gerais, apresentada por ela como um projeto de desenvolvimento sustentável. O local reúne criação de cavalos, gado leiteiro, caprinos, aves e plantio orgânico, além de um apiário instalado em 2007.
A fazenda não cria animais para engorda. Os que deixam de produzir permanecem no local até o fim da vida, em pastos separados que Lúcia chama de asilos. A alimentação é balanceada por veterinários e feita na própria propriedade, com ingredientes orgânicos. O plantio de feijão, milho, abóbora, hortaliças e frutas também usa adubo orgânico, e a grama cortada, as folhas e o estrume são reaproveitados em estrumeiras.
O estatuto da propriedade proíbe os funcionários de manter animais presos, inclusive pássaros, e as aves circulam livres. A ordenha é manual, cada vaca é chamada pelo nome e os bezerros ficam com as mães antes da retirada do leite. A fazenda protege nascentes com plantio de mata nativa e construiu cinco açudes para manter a umidade do solo mesmo nas épocas de seca.
Os cavalos são uma parte central do projeto. Lúcia começou a montar ainda jovem, fez hipismo clássico e depois competiu em apartação de bois, modalidade ligada ao cavalo Quarto de Milha. Na fazenda, mantém animais das raças Mangalarga Marchador e Quarto de Milha, com criação sem fins comerciais e cuidados veterinários. A propriedade também tem gado leiteiro bovino e caprino, aves de postura e aves ornamentais, como pavões, galinhas Brahma, patos e cisnes.
A rotina da fazenda é organizada em torno do plantio e do trato dos animais. A ração é preparada no local, com milho, aveia, farelo de soja, farelo de trigo, sal mineral e carbonato de cálcio, além de capim e alfafa. As vacas são ordenhadas manualmente e os bezerros ficam com as mães antes da retirada do leite. Os animais que envelhecem ou deixam de produzir não são vendidos para abate: permanecem nos pastos chamados de asilos, onde continuam recebendo alimento e cuidados.
O apiário, implantado em 2007, se tornou uma das frentes mais acompanhadas por Lúcia. As abelhas produzem mel e ajudam na polinização das áreas plantadas. A fazenda trabalha com a ideia de cadeia completa: o que não serve para o consumo humano volta para o solo como adubo, e a água das nascentes é protegida por vegetação nativa.
O cuidado com os animais não ficou restrito à propriedade. Lúcia é vegetariana desde 1983, apoia a campanha Segunda sem Carne e criou a SAGA, Sociedade dos Amigos da Guarda Ambiental, além do Bicho Solto, braço voltado à castração de cães e gatos de rua. A fazenda é apresentada como uma extensão prática dessas ideias, com criação animal sem abate e plantio orgânico.
O projeto futuro é abrir as porteiras para visitação e firmar parceria com alguma universidade para aulas técnicas em campo. Quem se interessa por agricultura sustentável, criação de cavalos, bem-estar animal ou pela trajetória de Lúcia Veríssimo encontra na página oficial da fazenda o relato completo, com fotos e detalhes da rotina.




