Foto ilustrativa do produtor Haroldo de Campos

Projeto relacionado a:

Haroldo de Campos
Imagem promocional do produto Galáxias

Galáxias

Livro
Ver página do projeto

Este link pode ser comercial e gerar comissão para o site, sem alterar o preço para o leitor. Compare informações, preço e disponibilidade antes de decidir.

Cinquenta fragmentos de prosa-poema escritos entre 1963 e 1976, pensados para a voz e para o limite da língua portuguesa.

Galáxias não se comporta como livro de poemas com índice e título no alto da página. São cinquenta fragmentos de prosa-poema, escritos entre 1963 e 1976 e publicados em 1984, em que Haroldo de Campos empurra a língua até o ponto em que verso, narrativa e ensaio deixam de se separar. Quem abre o volume atrás de estrofe regular encontra outra coisa: um fluxo sem pontuação convencional, cheio de ecos, idiomas cruzados e leituras que pedem a boca, não só o olho.

A edição da Editora 34, revista pelo autor antes da morte e supervisionada por Carmen de Campos e pelo professor Trajano Vieira, é o ponto de partida mais honesto para o leitor brasileiro. O volume inclui um CD com a leitura de dezesseis fragmentos na voz do próprio Haroldo. Isso não é brinde. A obra foi pensada para a oralidade: o poeta falava em palavras que, ditas em voz alta, ganham força de mantra.

Para quem Galáxias faz sentido

O livro serve a quem já leu Joyce, Guimarães Rosa ou Mallarmé e quer ver o que a poesia brasileira fez com essa herança sem virar pastiche. Também serve a quem estuda poesia concreta e percebe que Haroldo, aqui, não está no cartaz de uma palavra só: está na viagem longa, no fragmento que se relê, no texto que recusa o resumo. Não é porta de entrada fácil. É a obra em que o método da transcriação volta contra o próprio português, como se a língua tivesse de ser reinventada a cada página.

Quem chega pela primeira vez pode ler em voz alta um único fragmento — o mais citado começa com “e começo aqui” — e só depois tentar o conjunto. A tentação de “entender tudo” de primeira costuma estragar a leitura. Galáxias pede ouvido, relance e paciência com o excesso. Há trechos em que o inglês, o alemão ou o latim irrompem no português; há outros em que a metalinguagem vira o próprio assunto. O risco, admitido pela crítica, é o virtuosismo virar exibição. O ganho é uma experiência de linguagem que quase nenhum outro livro brasileiro do século XX sustenta do começo ao fim.

Como a edição se organiza

Não há enredo a resumir. Há cinquenta unidades que se leem em qualquer ordem, embora a sequência impressa tenha ritmo de viagem: partida, deriva, retorno. A diagramação larga da Editora 34 trata cada fragmento como bloco visual, não como parágrafo de romance. O CD, quando a edição o inclui, muda o uso: o leitor pode acompanhar a pontuação que a voz impõe e que a página recusa.

  • Escrita: 1963–1976; primeira reunião em livro: 1984.
  • Forma: prosa-poema em cinquenta fragmentos, sem verso tradicional.
  • Edição de referência em português: Editora 34, revista pelo autor.
  • Acompanha, nesta edição, CD com leituras de Haroldo de Campos.

Quem busca o Haroldo do manifesto concreto encontra aqui o outro fôlego: o mesmo rigor formal, agora estendido no tempo da leitura. Galáxias não substitui a poesia visual do grupo Noigandres. Mostra até onde aquele rigor foi quando o poeta recusou o cartaz e pediu a galáxia inteira da língua.

Página vinculada ao projeto

Para consultar a página vinculada a este projeto, acesse Galáxias.


O que você acha deste Projeto?

O projeto Galáxias entrega o que promete? Foi uma boa experiência de aprendizagem ou serviço? Mande o seu feedback franco.

Outros projetos do mesmo autor

Se você se interessou por Galáxias, talvez também queira conhecer outros projetos de Haroldo de Campos.

Ver perfil completo
Crisantempo
Crisantempo
Reunião da poesia da maturidade de Haroldo de Campos, premiada com o Jabuti de poesia em 1999.
00%
00%
Ilíada de Homero
Ilíada de Homero
Transcriação da Ilíada em edição bilíngue, com os doze primeiros cantos no volume 1 e notas de Trajano Vieira.
00%
00%
Teoria da Poesia Concreta
Teoria da Poesia Concreta
Textos críticos e manifestos de 1950 a 1960 reunidos por Augusto de Campos, Décio Pignatari e Haroldo de Campos.
00%
00%