A passagem da poesia para a prosa
Guerra das fechaduras reúne contos publicados no início dos anos 1930 e marca a passagem de Ernani Fornari da poesia para a narrativa. O livro pertence à mesma fase em que o autor começava a construir uma obra de ficção paralela aos versos — caminho que levaria ao romance O homem que era dois, de 1935.
A Livraria do Globo, sediada em Porto Alegre, era então a principal casa editorial do Rio Grande do Sul e uma das mais ativas do país, responsável por lançar boa parte da geração modernista gaúcha. É nesse catálogo que Guerra das fechaduras se inscreve: uma obra de estreia na prosa, publicada por um autor que já era conhecido como poeta.
Um livro raro, com exemplares autografados
A edição original é antiga e circula principalmente entre colecionadores e sebos. Existem exemplares autografados pelo autor no mercado, o que faz do título uma peça de interesse para quem acompanha a literatura brasileira das primeiras décadas do século XX e para quem coleciona edições da Livraria do Globo.
Por que ler os contos de Fornari
Ler Guerra das fechaduras ajuda a entender a transição de uma geração de escritores que começou na poesia e terminou produzindo ficção. Os contos mostram um autor experimentando o ritmo da narrativa curta, gênero que ganhava espaço em jornais e revistas da época.
- Contos brasileiros do início dos anos 1930.
- Autor ligado à literatura gaúcha modernista.
- Edição rara da Livraria do Globo.
- Porta de entrada para a prosa de Ernani Fornari.
Vale lembrar que a ficção não foi o único caminho de Fornari naquele período. Enquanto publicava contos, ele também escrevia para o teatro, atividade que ocuparia boa parte de sua carreira nas décadas seguintes, com peças encenadas por companhias do Rio de Janeiro e de São Paulo. A prosa seguiu um ritmo próprio: depois de Guerra das fechaduras veio o romance O homem que era dois, em 1935.
Para quem pesquisa a literatura sul-rio-grandense ou a história da edição no Brasil, o título é uma peça relevante. Para quem apenas quer conhecer a prosa do autor, é o começo natural antes de O homem que era dois.


