A História das Lutas Sociais no Brasil reúne a memória de quem esteve dentro das greves que mudaram a relação entre trabalhadores e Estado nas primeiras décadas da República. Everardo Dias escreveu o livro já na maturidade, a partir de artigos publicados na Revista Brasiliense nos anos 1950, para narrar de forma direta o que viu e viveu entre a virada do século e os anos 1930.
O que a obra cobre
O livro percorre a formação do movimento operário brasileiro: a imprensa militante, os primeiros sindicatos, as greves gerais de 1917 e 1919, a insurreição anarquista de 1918 e a repressão que se seguiu, com prisões, deportações e campos de concentração. Também trata da difusão das ideias socialistas e das organizações que antecederam o Partido Comunista do Brasil.
Uma história contada por dentro
Diferente de análises acadêmicas do período, a obra assume o ponto de vista do militante. Everardo Dias evita o método teórico fechado e relata os acontecimentos como testemunha, o que dá ao texto valor de documento, com nomes, episódios e detalhes da vida operária em São Paulo e no Rio de Janeiro. É por isso que pesquisadores do trabalho, da repressão política e do sindicalismo continuam usando o livro como fonte.
Quem deve ler
O livro interessa a estudantes de história, sindicalistas, pesquisadores do movimento operário e leitores que querem entender a Primeira República para além dos manuais. A edição de 1962 saiu pela Edaglit; a segunda edição, de 1977, é da Editora Alfa-Omega e segue como a versão mais acessível da obra, com 336 páginas.
Para conhecer a vida do autor, vale começar pelo perfil de Everardo Dias.


