Irmãos Pitowkers é o romance que abriu a parceria entre Carmen Seganfredo e A. S. Franchini e rendeu aos dois o Prêmio Açorianos de Literatura de 1999, na categoria revelação. Publicado pela Editora Sulina em 1998, o livro acompanha as peripécias de dois irmãos extravagantes e de uma trupe de personagens que parecem ter vindo de outro mundo. A própria obra se apresenta como um romance fabular, misturando aventura, humor e imaginação solta.
Com 384 páginas e ilustrações, o título pertence à primeira fase dos autores, anterior ao projeto de recontar mitologias que os tornaria conhecidos. Quem chega ao livro pela série de mitologia encontra aqui uma narrativa de invenção, na qual a dupla testa o tipo de prosa ágil e o gosto por personagens excêntricos que depois apareceriam nas lendas.
Por que Irmãos Pitowkers ainda interessa
O romance guarda duas portas de entrada. A primeira é histórica: é o marco inicial de uma sociedade literária que atravessou décadas e produziu dezenas de títulos. A segunda é a leitura em si, com uma trama de irmãos e comparsas que foge do realismo e aposta na fabulação. Para leitores que gostam de histórias de aventura com humor e para pesquisadores da literatura gaúcha dos anos 1990, o livro continua sendo uma peça relevante.
O reconhecimento no Prêmio Açorianos, concedido pela Prefeitura de Porto Alegre, veio no ano seguinte ao lançamento, quando a autora ainda não havia publicado os volumes de mitologia. Isso faz do título uma espécie de origem do percurso que ela seguiria depois.
Para quem é indicado
É uma leitura para quem gosta de romance de aventura com toque fantástico, para leitores jovens acostumados a tramas de fantasia e para quem deseja conhecer a fase ficcional de Carmen Seganfredo antes de mergulhar nos livros de mitologia. Como o livro tem quase quatrocentas páginas, funciona bem como leitura de fôlego, daquelas que se estendem por semanas.





