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Imagem promocional do produto Luz nas Trevas — A Volta do Bandido da Luz Vermelha

Luz nas Trevas — A Volta do Bandido da Luz Vermelha

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Filme codirigido por Helena Ignez a partir de roteiro de Rogério Sganzerla, com Ney Matogrosso como protagonista e passagem pelo Festival de Locarno.

Luz nas Trevas — A Volta do Bandido da Luz Vermelha retoma o universo de um dos filmes mais conhecidos do Cinema Marginal a partir de um roteiro deixado por Rogério Sganzerla. Helena Ignez codirigiu o longa e transformou o material em uma continuação que dialoga com a obra original sem tentar repeti-la.

O ponto de partida é Jorge Bronze, também chamado de Tudo-ou-Nada, filho do famoso Bandido da Luz Vermelha. Interpretado por Ney Matogrosso, o personagem carrega o legado do pai e tenta encontrar seu lugar em uma cidade que transformou o crime em mito. A narrativa acompanha esse herdeiro incômodo e coloca em cena a violência, a fama e a memória do bandido que marcou a cultura brasileira.

Um roteiro de Rogério Sganzerla

Rogério Sganzerla morreu em 2004 e deixou um roteiro de centenas de páginas para a continuação de O Bandido da Luz Vermelha. Helena Ignez assumiu o projeto com a colaboração de Djin Sganzerla e Sinai Sganzerla, suas filhas com o cineasta, e levou o texto para as telas com liberdade. O filme não é uma refilmagem: é uma continuação que incorpora o humor, a fragmentação e a crítica social do original.

A produção envolveu um elenco que mistura atores e nomes da música e do teatro. Ney Matogrosso faz seu primeiro papel de protagonista em um longa-metragem, e a presença dele ajuda a dar ao personagem uma ambiguidade que não se resolve facilmente. Djin Sganzerla, que também atuou em outros filmes da família, integra o elenco.

Locarno, lançamento e prêmios

Luz nas Trevas foi apresentado pela primeira vez em 2010, no Festival de Cinema de Locarno, na Suíça, e chegou às salas brasileiras em 2012. A passagem por Locarno colocou o filme em um circuito internacional de cinema de invenção e ajudou a recolocar a obra de Sganzerla em discussão.

Em 2013, Helena Ignez recebeu o Troféu APCA de melhor roteiro pela obra e foi indicada ao Grande Prêmio do Cinema Brasileiro na categoria de roteiro adaptado. O reconhecimento mostra que o filme não foi tratado apenas como uma homenagem póstuma, mas como uma obra com identidade própria, capaz de dialogar com a produção contemporânea.

Por que assistir

O filme interessa a quem conhece O Bandido da Luz Vermelha e quer ver como o universo de Sganzerla foi retomado por Helena Ignez. Também serve a quem acompanha a carreira de Ney Matogrosso como ator e a quem estuda a passagem do Cinema Marginal para o cinema brasileiro dos anos 2000.

A narrativa não é linear e exige atenção. O prazer está menos em acompanhar uma trama convencional e mais em observar como o filme constrói uma atmosfera, mistura registros e transforma o legado do bandido em material para pensar a violência e a fama. É uma obra de luto e de invenção ao mesmo tempo.

Onde encontrar

Luz nas Trevas circula em mostras, festivais e sessões de arquivo. A página do filme no AdoroCinema reúne ficha técnica, sinopse e informações de elenco, e pode ajudar a localizar exibições. Para quem quer entender a relação entre Helena Ignez e a obra de Rogério Sganzerla, o filme é uma peça central: ele nasce de um roteiro do cineasta, mas ganha outra vida nas mãos dela e das filhas.

Página vinculada ao projeto

Para consultar a página vinculada a este projeto, acesse Luz nas Trevas — A Volta do Bandido da Luz Vermelha.


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