Meninos que brincaram na Lua é o primeiro livro de crônicas de Fernando Molica, lançado pela Tinta Negra em 2025. O volume reúne quase 70 textos escritos ao longo de sua trajetória e mostra o outro lado de um jornalista conhecido pela cobertura de política: o observador do cotidiano, atento às cenas miúdas da cidade e às lembranças que atravessam gerações.
O que o livro reúne
As crônicas misturam memória, política, futebol, música e afeto. Há textos sobre a infância no subúrbio carioca, sobre personagens anônimos do bairro, sobre canções e sobre os acontecimentos que marcaram o país nos últimos anos. O ponto de partida costuma ser uma cena banal — uma feijoada em Oswaldo Cruz, um encontro casual, um diálogo ouvido por acaso —, e a partir dela Molica constrói reflexões sobre o tempo, a amizade e a vida urbana. Uma dessas cenas rendeu um texto lembrado em entrevistas: na feijoada, a anfitriã avisou que, na casa dela, "missa, aqui em casa, só de corpo presente".
Como nasceu o cronista
A paixão pelo gênero vem de longe. Leitor de Fernando Sabino e Paulo Mendes Campos nas páginas de O Globo, na virada dos anos 1970 para os 1980, Molica aprendeu cedo que a crônica vive na fronteira entre a ficção e o fato jornalístico. Em entrevista à revista NewMag, em 2025, definiu o gênero como um respiro: "A crônica te dá um respiro nesse turbilhão de acontecimentos verídicos e muitas vezes cruéis".
Prêmio Sabiá de Crônicas
Em 2026, "Meninos que brincaram na Lua" venceu o Prêmio Sabiá de Crônicas — reconhecimento que marcou a estreia do jornalista no gênero, depois de romances, contos e livros-reportagem. O título também foi a primeira vez que Molica reuniu em livro sua produção de cronista.
Para quem é a leitura
O livro interessa a leitores de crônicas brasileiras, a quem acompanha a obra literária de Molica e a quem gosta de memórias do Rio de Janeiro e do subúrbio carioca. As crônicas podem ser lidas em sequência ou aos poucos, uma por dia — e funcionam tanto como porta de entrada para o autor quanto como reencontro para quem já o conhece pela ficção.





