Contexto e proposta de Nassau – Sangue e Amor nos Trópicos
Nassau, Sangue e Amor nos Trópicos reconstrói o período holandês no Nordeste brasileiro, do governo de Maurício de Nassau à guerra de restauração pernambucana. Publicado pela Rio Fundo Editora em 1990, o romance abriu a fase histórica de Assis Brasil, que dali em diante revisitou episódios centrais da formação do Brasil.
O livro acompanha o projeto mais amplo do autor: uma série de romances históricos que inclui Villegagnon, Paixão e Guerra na Guanabara (1991), Jovita, Missão Trágica no Paraguai (1992), Tiradentes, Poder Oculto o Livrou da Forca (1993), Paraguaçu e Caramuru (1995) e Bandeirantes, os Comandos da Morte (1999). Em edições posteriores, Nassau e Jovita foram reunidos no quarto volume da edição dos romances históricos do autor.
O cenário é o Nordeste do século XVII, quando os holandeses ocuparam Pernambuco e transformaram o Recife em sede de um governo colonial. Nassau, o administrador enviado pela Companhia das Índias Ocidentais, aparece como figura central de um enredo que mistura guerra, fé, economia açucareira e relações afetivas. É um retrato de época ambicioso, construído sobre documentação histórica, gênero em que Assis Brasil trabalhou até os últimos livros.
Para quem é o romance
Leitores de romances históricos encontram aqui um painel pouco comum na ficção brasileira: o Brasil holandês é tema de poucos livros, e a obra de Assis Brasil ajuda a preencher essa lacuna. Para estudantes do período colonial e para quem se interessa pela história de Pernambuco e do Nordeste, a narrativa funciona como porta de entrada acessível — sem abrir mão do rigor de quem passou décadas lendo e escrevendo crítica.
Os exemplares em circulação são usados, vindos de sebos e coleções. Há edições com o romance isolado e volumes que reúnem dois títulos, o que ajuda a montar a série histórica completa.





