O Homem que Copiava é um longa-metragem de 2003, rodado em 35 mm, com 124 minutos. A direção e o roteiro são de Jorge Furtado; a montagem é de Giba Assis Brasil. O filme acompanha André, um jovem de 20 anos que trabalha como operador de fotocopiadora em uma papelaria e precisa de 38 reais para impressionar Sílvia, a garota que mora no prédio em frente.
André conta com a ajuda do amigo Cardoso e da colega de trabalho Marinês. Os planos para conseguir o dinheiro dão certo, mas cada acerto cria um problema novo. A trama se desloca da comédia romântica para uma história de crime, sempre com o mesmo olhar irônico sobre as escolhas do protagonista.
Uma comédia sobre dinheiro e desejo
O ponto de partida é pequeno: 38 reais. A partir dessa quantia, o filme constrói uma teia de desejos, dívidas e oportunidades. André quer impressionar Sílvia, Sílvia quer sair da rotina, Marinês quer ser vista, Cardoso quer participar de algo maior. O dinheiro funciona como motor e como armadilha.
O roteiro de Jorge Furtado transforma a papelaria em um pequeno universo. A fotocopiadora, o balcão e o prédio em frente delimitam o cotidiano de André, enquanto a cidade ao redor oferece atalhos duvidosos. O humor vem da diferença entre o que o personagem imagina e o que realmente acontece.
O ritmo da montagem
Giba Assis Brasil conduz a montagem com um ritmo que acompanha a ansiedade de André. As elipses encurtam o tempo entre uma ideia e sua execução, e as repetições criam uma sensação de ciclo. Quando o protagonista tenta escapar de um problema, o corte já mostra o próximo.
Essa construção ajuda a comédia a não depender apenas das falas. O timing dos planos, a entrada e saída de personagens e a alternância entre cenas de ação e momentos de pausa dão ao filme uma leveza que combina com o tom do roteiro. É um trabalho de montagem que sustenta a mudança de registro sem quebrar a unidade.
Prêmios e circulação
O filme recebeu o Prêmio APCA de melhor filme brasileiro de 2003 e foi premiado no Festival de Cinema Luso-Brasileiro de Santa Maria da Feira, em Portugal. No Festival de Havana, Lázaro Ramos ganhou o prêmio de melhor ator. Também passou por festivais em Miami, Kerala, Punta del Este e San José, na Califórnia.
No Brasil, O Homem que Copiava se tornou um dos títulos mais lembrados da parceria entre Jorge Furtado e a Casa de Cinema de Porto Alegre. A ficha técnica completa está na página oficial da produtora.
Onde assistir
O longa está disponível no Globoplay, na Brasiliana TV e em canais indicados pela produtora, como o YouTube. O link oficial reúne as opções atualizadas. Para conhecer outros trabalhos do montador, veja o perfil de Giba Assis Brasil e a página de Ilha das Flores.
O Homem que Copiava combina humor, tensão e crítica social sem perder o fio da história. A montagem é uma das razões pelas quais o filme envelhece bem: o ritmo continua claro, e a comédia continua dependendo de situação, não de piada pronta.




