O Livro do Papai é o manual de paternidade que Hélio de la Peña escreveu após perceber que faltavam títulos voltados especificamente para os pais nas livrarias. Publicado pela Objetiva em 2003, o livro começa quando o teste de gravidez dá positivo e a rotina do casal muda de vez. Em vez de tratar a chegada do bebê como um assunto solene, o autor usa o humor para falar de insônia, choro, fraldas e das dúvidas que surgem quando o pai precisa assumir o cuidado diário.
A obra nasceu da experiência de Hélio como pai de dois filhos. Essa vivência aparece nas passagens sobre noites mal dormidas, trocas de fralda e a convivência com a mãe e o bebê. O tom é de conversa, com piadas que aliviam a pressão sem esconder o tamanho da mudança. O livro não se apresenta como manual médico nem promete uma fórmula infalível: ele acompanha o leitor como um amigo que já passou por aquela fase e aprendeu a rir dela.
Para quem é O Livro do Papai
O título interessa a pais de primeira viagem, casais que esperam o primeiro filho e leitores que gostam do humor do Casseta & Planeta. Pode ser lido antes do nascimento, para preparar o terreno, ou nas primeiras semanas, quando a casa gira em torno do recém-nascido. A linguagem leve ajuda quem está cansado e precisa de uma pausa, mas o livro também serve para quem quer entender como a paternidade era tratada no início dos anos 2000, quando a participação dos pais nos cuidados ainda era menos discutida do que hoje.
Como o texto não substitui orientação pediátrica, o leitor deve encará-lo como entretenimento e companhia, não como protocolo de saúde. Essa fronteira fica clara no próprio tratamento humorístico das situações. O livro é uma obra de Hélio de la Peña, com a voz irreverente que o público reconhece da televisão, e não um guia assinado por especialistas.
Do livro ao especial de televisão
O material ganhou uma segunda vida em Paidecendo no Paraíso, especial em quatro episódios exibido pelo GNT em 2007. Hélio adaptou O Livro do Papai para a televisão e transformou as situações domésticas em cenas. A passagem mostra como o tema atravessou a carreira dele: o mesmo autor que escrevia piadas sobre política e atualidade dedicou espaço a um assunto privado, tratado com humor e exposição da própria rotina familiar.
Para o leitor de hoje, O Livro do Papai funciona como uma porta de entrada para a produção literária de Hélio. É um título curto, leve e ligado a uma fase específica da vida do autor. Quem se interessar pelo lado ficcional pode seguir para Vai na Bola, Glanderson!, e quem preferir o universo infantil encontra em Meu Pequeno Botafoguense outra faceta do escritor.




