O Trono da Rainha Jinga leva o leitor ao Rio de Janeiro do século XVII, quando a cidade ainda era uma vila colonial e a presença africana moldava a vida social. A trama acompanha o juiz Unhão Dinis, que atua por provimento régio, e o armador e baleeiro Mendo Antunes na apuração de cinco crimes supostamente cometidos por uma irmandade secreta de escravizados, episódios ligados ao que o romance chama de heresia de Judas.
Cinco crimes e um quebra-cabeça seiscentista
A estrutura do livro desafia a lógica do romance policial tradicional. Cada capítulo é narrado por um personagem diferente, sempre com sua própria versão dos acontecimentos, o que obriga o leitor a montar o quebra-cabeça junto com os investigadores. Os delitos se conectam a crenças, castigos e disputas de poder, e a solução nunca é simples.
A África na formação do Brasil
Mais do que um mistério, o romance é uma investigação sobre a influência africana na formação brasileira. O título remete à rainha Jinga, soberana do século XVII que se tornou símbolo de resistência, e o texto trabalha a tensão entre lógicas de mundo diferentes: a dos africanos escravizados e a dos colonizadores europeus. Mussa constrói essa oposição sem abrir mão da narrativa de aventura.
Lugar na série
O livro integra o Compêndio Mítico do Rio de Janeiro e foi o romance que firmou Mussa como ficcionista, depois da estreia com os contos de Elegbara. Na ordem dos séculos da série, corresponde ao século XVII; na ordem de publicação, foi o primeiro romance do autor, lançado em 1999 com apoio de bolsa da Fundação Biblioteca Nacional.
Para quem é este livro
- Leitores de romance histórico e policial;
- Pesquisadores da história colonial e da diáspora africana;
- Professores que trabalham literatura afro-brasileira;
- Quem quer conhecer o Compêndio Mítico desde o começo.
Como comprar
A nova edição é publicada pela Record e está disponível em livro físico e digital, em edição independente dos demais volumes da série.
Perguntas frequentes
Quem é a rainha Jinga do título?
Jinga foi uma soberana africana do século XVII, referência histórica de resistência que dá nome ao romance.
O livro pode ser lido fora de ordem?
Sim. Cada romance do Compêndio é independente, e este funciona como porta de entrada para a série.
Quem são os protagonistas da investigação?
O juiz Unhão Dinis e o armador e baleeiro Mendo Antunes, que apuram os crimes pelo Rio seiscentista.





