O valor do professor começa com uma frase do educador norte-americano William Arthur Ward: "O professor medíocre conta. O bom professor explica. O professor superior demonstra. O grande professor inspira." A escolha não é casual. Publicado pela Autêntica em 2011, o livro de Gabriel Perissé parte da ideia de que inspirar é a tarefa maior de quem ensina — e que só reconhece esse valor quem não se deixou engolir pela rotina da profissão.
O que o livro defende
Em suas 180 páginas, O valor do professor reúne ideias sobre educação e reflexões sobre o papel de quem ensina para lembrar que a responsabilidade docente vai muito além de transmitir conteúdo. Segundo a apresentação da obra, professoras e professores precisam inspirar nos alunos a confiança, o desejo de aprender e, fundamentalmente, a cidadania e os bons valores humanos.
Mas o livro não é um elogio vazio à profissão. A tese central é mais incômoda: para inspirar, o professor precisa primeiro reconhecer o próprio valor e a importância que lhe cabe. Quem não se enxerga como alguém essencial na formação de outra pessoa dificilmente sustentará a autoridade tranquila que o ofício exige.
Um clássico da formação docente
Desde o lançamento, O valor do professor se tornou leitura frequente em cursos de pedagogia, licenciaturas, coordenações pedagógicas e programas de formação continuada. A linguagem direta e os capítulos curtos fazem dele um livro que funciona tanto em leitura individual quanto em grupos de estudo de professores.
O tom do autor ajuda: Perissé é professor e palestrante desde 1983, percorreu mais de 500 cidades brasileiras com palestras e formações e escreveu mais de 30 livros, muitos deles sobre educação, leitura e escrita. Ele fala do lugar de quem conhece a sala de aula por dentro, sem idealizar o cotidiano do magistério.
Um livro que gerou desdobramentos
A força do tema ajudou a originar a coleção O Valor do Professor, da mesma editora, dedicada à formação continuada de docentes. Nela, Gabriel Perissé assina volumes como Uma pedagogia do corpo, Educação e espiritualidade, Penso, logo ensino, Leituras educadoras e Falar bem e ensinar melhor, que aprofundam, em capítulos breves, os temas do cuidado de si, da leitura, da linguagem e da espiritualidade na vida docente.
Para quem é indicado
- Professores da educação básica e do ensino superior que querem reencontrar sentido no trabalho;
- Coordenadores e gestores escolares que buscam material para formar equipes;
- Estudantes de pedagogia e licenciaturas em início de carreira;
- Leitores interessados em filosofia da educação e em defesa da escola pública de qualidade.
Com capa dura e 180 páginas, o livro é uma boa porta de entrada para quem ainda não conhece a obra de Gabriel Perissé na área de educação — e um caminho natural para depois conhecer A arte de ensinar, do mesmo autor.





