Contexto e proposta de Romance em doze linhas e outros poemas
Romance em doze linhas e outros poemas reúne em um só volume a produção poética que Bruna Beber publicou entre 2006 e 2017. É o livro indicado para quem conhece a autora por um poema isolado e quer entender como a obra se formou: aqui estão A fila sem fim dos demônios descontentes (2006), balés (2009), Rapapés & apupos (2012), Rua da padaria (2013) e Ladainha (2017), em uma edição de bolso com apresentação de Eduardo Coelho.
A leitura em ordem cronológica mostra as mudanças de dicção da poeta. A fila sem fim dos demônios descontentes, lançado pela 7Letras, traz o acúmulo de paixões e descobertas dos primeiros anos de escrita, quando a autora tinha pouco mais de vinte anos. balés aprofunda a relação com a música e com a escuta, em um livro mais lírico, construído a partir do ouvido e da reescrita. Rapapés & apupos recupera poemas escritos entre 2000 e 2005, com versos ácidos e delicados ao mesmo tempo, e chegou a sair antes em tiragem limitada de 50 exemplares numerados.
Os dois títulos finais do volume marcam a consolidação da obra. Rua da padaria desloca o olhar para a Baixada Fluminense e apresenta o poema “romance em doze linhas”, o mais conhecido da autora. Ladainha fecha o percurso com a dicção mais grave que a crítica passou a destacar, resultado de um processo em que Bruna Beber diz ter colocado em conflito os próprios modos de fazer poesia. Fica de fora apenas Veludo rouco (2023), lançado depois desta coletânea.
O volume tem 224 páginas, formato de bolso (12,5 x 18 cm) e capa de Elisa von Randow, que assina a identidade visual da coleção “poesia de bolso” da Companhia das Letras. A edição saiu em julho de 2025 e interessa tanto a leitores que já acompanham a poesia brasileira contemporânea quanto a professores, clubes de leitura e quem quer conhecer a trajetória completa sem depender de volumes esgotados.
Publicada pela Companhia das Letras, a edição integra o selo de poesia de bolso da casa e traz ISBN 978-85-359-4143-2. Quem quiser comparar com a produção mais recente pode seguir para Veludo rouco (2023), que ficou fora da coletânea e ganhou o prêmio APCA de poesia, ou para Sal de fruta (2023), publicado pelo Círculo de Poemas.
Quem já conhece “romance em doze linhas” encontra aqui o contexto em que o poema nasceu e a obra que o cerca. Quem chega pela primeira vez tem, em um único livro, uma porta de entrada para cinco títulos que marcaram a trajetória de Bruna Beber entre a Baixada Fluminense, São Paulo e a música popular brasileira.





