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Rota 66

Livro
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Livro-reportagem de 1992 em que Caco Barcellos documenta mortes e práticas da PM de São Paulo; venceu o Jabuti em 1993.

Rota 66: a história da polícia que mata, de Caco Barcellos, é o livro-reportagem de 1992 que documentou um padrão de mortes ligado à Polícia Militar de São Paulo e venceu o Prêmio Jabuti no ano seguinte. Quem busca a obra quer o mapa da violência institucional — nomes, métodos e a lógica por trás do que o autor descreve como sistema de extermínio.

Do que trata o livro

O volume desmonta práticas associadas a unidades de elite da PM paulista, em especial a Rota. A investigação, que durou anos, identifica milhares de vítimas e reúne boletins, depoimentos e reconstituições. Não é romance policial: é documento em forma de livro-reportagem, com densidade de prova e de campo.

O título remete à tropa de choque e a um padrão tratado como rotina, não como exceção. Dias após o lançamento, o Massacre do Carandiru (1992) recolocou o tema no centro da pauta — episódio que o próprio Caco cobriu para a TV Globo, confrontando versões oficiais com vestígios nos pavilhões.

Para quem é esta leitura

A obra interessa a quem estuda violência policial, direitos humanos, história recente de São Paulo e jornalismo investigativo. Também serve a estudantes de comunicação e ciências sociais que precisam de um caso clássico de livro-reportagem brasileiro.

  • Gênero: livro-reportagem / não ficção
  • Ano de publicação original: 1992
  • Autor: Caco Barcellos
  • Reconhecimento: Prêmio Jabuti 1993 (reportagem) e prêmios de direitos humanos
  • Público: leitores de jornalismo, direito, segurança pública e história contemporânea

Contexto de pesquisa e risco

Segundo o autor e coberturas institucionais, a apuração levou cerca de oito anos e envolveu ameaças e processos. A força do livro está em organizar casos e dados até que um padrão fique visível — o que o diferencia de uma crônica pontual ou de uma denúncia solta em telejornal.

Em 2022, o material inspirou a série de ficção da Globoplay, com Humberto Carrão no papel do repórter. A adaptação reabriu o debate sobre a atualidade do tema: Caco tem dito em entrevistas que as tropas de elite se multiplicaram e que a denúncia original sobre execuções ainda encontra eco no país.

O que o livro não é

Não é manual de combate ao crime, não é biografia de um único policial e não é ficção de entretenimento com herói e vilão simples. Também não substitui relatórios oficiais ou processos judiciais: é o olhar de um repórter que cruza fontes, documentos e campo. Quem busca só “resumo de crimes famosos” pode se frustrar com a densidade; quem busca método e prova encontra o valor da obra.

Relação com a carreira de Caco Barcellos

Rota 66 consolidou Caco como autor de não ficção de impacto nacional, antes do segundo Jabuti com Abusado. Na TV, o mesmo repórter já havia filmado agressões da Rota em Heliópolis e seguiria cobrindo violência de Estado e de rua. A página da autoridade situa a trajetória; aqui o foco é o que o volume entrega ao leitor e por que continua em circulação.

Como acessar

Edições em português seguem disponíveis em livrarias e na Amazon. Vale conferir a edição em catálogo (capa comum ou e-book) e a editora da tiragem atual — reedições da Record e de outros selos já circularam ao longo das décadas. Para estudo, combinar a leitura com reportagens históricas e bibliografia de direitos humanos amplia o uso em sala de aula e em pesquisa.

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Abusado
Abusado
Livro-reportagem de 2003 sobre o tráfico no Santa Marta e Marcinho VP; novo Jabuti e best-seller de não ficção.
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