Sonetos de amor e sacanagem prova que forma clássica e assunto contemporâneo podem dividir a mesma estrofe. Publicado em 2021 pela Companhia das Letras, o livro reúne 48 sonetos em que Gregório Duvivier trata amor, sexo, política e cultura do presente com humor e métrica — sem disfarçar o desejo nem suavizar a ironia.
O título já evita eufemismo. Em vez de poesia “decorativa”, Duvivier usa o soneto como caixa de ressonância: quatorze versos para dizer o que a crônica e o esquete também dizem, só que com outra respiração.
Para quem é este livro
Sonetos de amor e sacanagem atrai leitores de poesia que não fogem do corpo, fãs do autor que querem o lado lírico sem perder o riso, e quem gosta de ver formas tradicionais ocupadas por vocabulário de agora. Não é antologia escolar de soneto petrarquiano; é exercício livre dentro da moldura.
- 48 sonetos com temas de amor, erotismo e vida pública
- Humor e lirismo no mesmo registro
- Publicação pela Companhia das Letras em 2021
- Bom contraste com a prosa de Put Some Farofa
Lugar na trajetória do autor
Entre a poesia de estreia de 2008 e o ensaio de língua de 2026, Sonetos de amor e sacanagem marca um retorno deliberado à forma fixa. A crítica e o público que já acompanhavam Duvivier na Folha e no Porta dos Fundos encontraram aqui a confirmação de que o letrólogo e o humorista são a mesma pessoa no papel.
Para montar um percurso de leitura, o livro dialoga bem com Ligue os pontos (poesia anterior) e com o monólogo O Céu da Língua (palavra em cena). Em todos, o centro é a linguagem; muda o freio e o acelerador.
Leitura e compra
Sonetos de amor e sacanagem funciona em leitura corrida ou em soneto avulso — formato ideal para quem tem pouco tempo e quer densidade. Edições impressa e digital circulam em livrarias e na Amazon; o link de venda desta página aponta para o item em português.
Se a expectativa é “livro de celebridade”, a surpresa costuma ser a disciplina formal. Se a expectativa é poesia só sóbria, a surpresa é o riso. Nos dois casos, o soneto segura o tranco.




