Imagem de capa do perfil de Gregório Duvivier
Foto de perfil de Gregório Duvivier

Gregório Duvivier

Greg

Nascimento: 1986 Rio de Janeiro, RJ
Ator, humorista, letrólogo e escritor carioca, cofundador do Porta dos Fundos e autor de livros de poesia, crônica e crítica da língua.

Antes de virar sinônimo de esquete no YouTube e de monólogo lotado, Gregório Duvivier já carregava outra obsessão: a língua portuguesa como matéria-prima. Filho da cantora Olivia Byington e do músico Edgar Duvivier, ele cresceu entre palco, palavra e improviso — e transformou esse convívio em carreira de ator, humorista, roteirista e escritor.

Quem busca o nome dele costuma querer encaixar peças soltas: Porta dos Fundos, Greg News, livros pela Companhia das Letras, turnê de O Céu da Língua. O fio que amarra tudo é o mesmo. Duvivier trata humor, poesia e opinião pública como variações de um ofício só — observar o Brasil e devolver a observação com precisão verbal.

Quem é Gregório Duvivier e por que ele aparece tanto na cultura brasileira

Gregorio Byington Duvivier nasceu em 11 de abril de 1986, no Rio de Janeiro. Graduou-se em Letras pela PUC-Rio e começou a estudar teatro ainda criança, no Tablado. A formação em Letras não é detalhe biográfico: explica a passagem natural entre esquetes, crônicas, sonetos, monólogos e o interesse público por etimologia e uso da língua.

A partir de 2012, ganhou escala nacional e internacional como um dos fundadores do Porta dos Fundos, ao lado de Antonio Tabet, Fábio Porchat, Ian SBF e João Vicente de Castro. O canal no YouTube virou hub de humor de alto alcance, e a presença de Duvivier como ator e roteirista ajudou a fixar um tipo de comédia curta, rápida e politicamente atenta.

Fora do canal, ele manteve coluna semanal na Folha de S.Paulo entre 2013 e 2022, apresentou o programa de sátira política Greg News na HBO (inspirado no formato de Last Week Tonight), e seguiu em teatro, cinema, séries e literatura — inclusive infantil.

Origem, família e formação no Rio de Janeiro

A biografia pública de Duvivier passa por uma família marcada pela cultura. Do lado materno, é sobrinho da atriz Bianca Byington e trineto da filantropa Pérola Byington. Do lado paterno, a linhagem Duvivier aparece na história urbana do Rio, ligada à urbanização de Copacabana e do Leme no fim do século XIX. Esse enraizamento carioca ajuda a entender o tom urbano, irônico e oral que marca boa parte de sua produção.

No Tablado, estudou por cerca de dez anos. Em 2003 estreou no stand-up e na improvisação com o grupo Z.É. – Zenas Emprovisadas, que ficou mais de uma década em cartaz. A televisão chegou cedo: em 2006, interpretou o universitário Umberto na novela Alta Estação. O caminho, no entanto, não se fixou só em teledramaturgia. Improviso, texto próprio e internet passaram a concentrar o grosso da visibilidade.

  • Formação em Letras na PUC-Rio e base teatral no Tablado
  • Estreia profissional de teatro em 2003, com improvisação de longa duração
  • Cofundação do Porta dos Fundos em 2012
  • Coluna na Folha de S.Paulo de 2013 a 2022
  • Apresentação do Greg News na HBO por sete temporadas
  • Livros de poesia, crônica e, mais recentemente, ensaio sobre a língua

Porta dos Fundos, Greg News e a satira que virou referência

No Porta dos Fundos, Duvivier atua e escreve esquetes desde a fundação. O canal consolidou um formato de vídeo curto com ganchos sociais, religiosos e políticos, e abriu caminho para longas, especiais e produções em streaming. Em 2015, o vídeo Travesti gerou críticas e o próprio autor pediu desculpas públicas, reconhecendo que o texto não alcançou o efeito pretendido — episódio que permanece no histórico de repercussão do grupo.

Entre 2017 e 2023, o Greg News levou ao ar mais de 170 episódios de meia hora, misturando pesquisa, monólogo e humor de atualidade. A produção foi citada como uma das mais longevas da HBO na América Latina. Em 2024, Duvivier anunciou que a Warner Bros. Discovery não renovaria o programa. Depois disso, manteve presença regular com projetos como o podcast e o programa de conversa Não Importa, ao lado de João Vicente de Castro, e o podcast Calma Urgente.

Quem acompanha o humor brasileiro no YouTube costuma cruzar o nome de Duvivier com outros criadores de canais e formatos digitais. A diferença de recorte, no caso dele, está na combinação entre esquete coletivo, comentário político e obra literária própria.

Teatro, monólogos e o ofício da palavra no palco

O teatro nunca saiu do centro da carreira. Em 2012, estrelou a remontagem de Uma Noite na Lua, monólogo de João Falcão, e em 2013 recebeu o prêmio de Melhor Ator da Associação de Produtores de Teatro do Rio de Janeiro (APTR). Com Portátil, ao lado de João Vicente de Castro, Luciana Paes e Gustavo Miranda, investiu em improvisação a partir de histórias reais da plateia.

Em 2019 veio Sísifo, monólogo coescrito com Vinicius Calderoni: dezenas de cenas curtas sobre vida hiperconectada, com turnê pelo Brasil e Portugal. A partir de 2024, O Céu da Língua — escrito e interpretado por Duvivier, com direção de Luciana Paes — misturou stand-up, poesia falada e dramaturgia para falar do poder da linguagem. Em setembro de 2025, durante a turnê, recebeu a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura. O espetáculo seguiu em cartaz em 2026, com público relatado na casa das centenas de milhares de espectadores ao longo da trajetória da peça.

Livros, poesia e a virada para a crítica da língua

A literatura acompanha Duvivier desde 2008, com o livro de poemas A partir de amanhã eu juro que a vida vai ser agora (7Letras). Em 2013, Ligue os pontos – Poemas de amor e Big Bang saiu pela Companhia das Letras e ganhou resenhas de destaque na imprensa. Put Some Farofa (2014) reuniu crônicas e esquetes em prosa humorística; depois vieram Percatempos (2015), o texto de Sísifo pela Cobogó (2020) e Sonetos de amor e sacanagem (2021).

Em 2023 estreou na literatura infantil com João Pestana (Companhia das Letrinhas) e Em Busca do Famoso Peixarinho (Brinque-Book). Em 2026, no rastro de O Céu da Língua, lançou Aos pés da letra, ensaio/reflexão sobre a vida da língua — obra que tem circulado em livrarias e em formatos físico, e-book e audiolivro.

Quem chega a Duvivier pela literatura encontra menos “celebridade que escreve” e mais autor que usa o humor como ferramenta de leitura do mundo. A página de cada livro aprofunda proposta e público; aqui basta registrar o arco: da poesia de estreia à crônica de larga circulação e, por fim, ao texto sobre a própria língua.

Cinema, séries e presença em plataformas

No cinema, participou de filmes como Apenas o Fim, À Deriva, Porta dos Fundos: Contrato Vitalício, A Vida Invisível e A Primeira Tentação de Cristo. Na televisão e no streaming, além do Greg News, apareceu em produções como O Fantástico Mundo de Gregório, O Grande Gonzalez, De Volta aos 15 e, em 2025, na quarta temporada de LOL: Se Rir, Já Era! no Prime Video. Também emprestou voz a dublagens e animações, de Os Pinguins de Madagascar a Asterix e o Segredo da Poção Mágica.

Onde acompanhar e o que esperar da obra

Hoje, o melhor mapa da carreira pública de Gregório Duvivier combina Instagram oficial, canal e site do Porta dos Fundos, livros em circulação e turnês de monólogo. Não se trata de um perfil de “só humorista” nem de “só poeta”: é alguém que usa o mesmo ouvido para a fala popular — gíria, slogan, notícia, verso — e devolve isso em formatos diferentes.

Para quem está começando, três entradas costumam funcionar bem: o acervo de esquetes do Porta dos Fundos, um episódio clássico do Greg News e um livro (poesia, crônica ou o ensaio sobre a língua). A partir daí, o monólogo e o teatro mostram o lado ao vivo da mesma obsessão: fazer a palavra carregar humor sem perder rigor.

O que você acha desta Autoridade?

Qual foi a sua experiência com Gregório Duvivier? Os conteúdos, métodos ou serviços realmente entregam valor? Deixe sua avaliação sincera para ajudar quem vem depois.

Projetos de Gregório Duvivier

Aos pés da letra
Aos pés da letra
Livro em que Gregório Duvivier investiga a língua portuguesa viva, no rastro do monólogo O Céu da Língua.
00%
00%
Put some farofa
Put some farofa
Coletânea de crônicas e esquetes de Gregório Duvivier que fixou seu humor em prosa de ampla circulação.
00%
00%
Sonetos de amor e sacanagem
Sonetos de amor e sacanagem
Coletânea de 48 sonetos em que Gregório Duvivier mistura amor, desejo, política e cultura contemporânea.
00%
00%
Porta dos Fundos
Porta dos Fundos
Canal e produtora de esquetes fundados em 2012; obra coletiva de Duvivier e sócios, com YouTube, TV, cinema e Emmy.
00%
00%