Em setembro de 2022, Eliane Brum e um grupo de jornalistas lançaram a Sumaúma, plataforma de jornalismo trilíngue sediada em Altamira, no Pará. Não é blog de opinião solta: é um veículo pensado para cobrir a Amazônia a partir do território, com parceiros como Jonathan Watts, Carla Jimenez, Talita Bedinelli e Verônica Goyzueta.
Para quem acompanha a trajetória de Brum depois de Banzeiro òkòtó, a Sumaúma é a continuação institucional do mesmo gesto: escrever a floresta de dentro, não de um estúdio distante.
O que é a Sumaúma
A Sumaúma se apresenta como jornalismo nativo digital com foco na Amazônia e na disputa pelo futuro da floresta. Publica reportagens, análises e colunas, com conteúdo em mais de um idioma, e assume publicamente a ideia de “amazonizar o mundo” — deslocar o centro da pauta para os sistemas naturais de suporte à vida.
Eliane Brum figura como fundadora e diretora de redação. O site oficial, sumauma.com, é o endereço público do projeto.
Para quem interessa
- Leitores de jornalismo ambiental e de direitos humanos;
- Quem segue a obra amazônica de Eliane Brum e quer a produção corrente, não só os livros;
- Pesquisadores, ativistas e profissionais que monitoram a cobertura da floresta;
- Público internacional que busca reportagem brasileira sobre a Amazônia em outros idiomas.
Relação com a autora
A mudança de Brum para Altamira em 2017 e o livro de 2021 sobre a Amazônia como centro do mundo preparam o terreno para a Sumaúma. O veículo transforma a moradia e a rede de colaborações em redação permanente. Não substitui os livros: complementa-os com o ritmo do jornalismo digital e com a possibilidade de atualizar a pauta em tempo real.
Quem lê as colunas de Brum no El País e a produção da Sumaúma percebe eixos comuns — floresta, poder, povos originários, denúncia de violência e recusa do olhar colonial de “vazio demográfico”.
Como acessar
O acesso principal é pelo site da plataforma. Redes oficiais do projeto e o Instagram da autora também apontam reportagens e campanhas de apoio. Não se trata de curso nem de produto físico: é um projeto editorial contínuo, com leitura aberta na web.
Para entender o lugar da Sumaúma na biografia pública de Brum, vale cruzar o site com Banzeiro òkòtó e com entrevistas em que a autora explica a decisão de viver e trabalhar em Altamira.




