Foto ilustrativa do produtor Aguinaldo Silva

Projeto relacionado a:

Aguinaldo Silva
Imagem promocional do produto Turno da noite

Turno da noite

Livro
Ver página do projeto

Este link pode ser comercial e gerar comissão para o site, sem alterar o preço para o leitor. Compare informações, preço e disponibilidade antes de decidir.

Memórias do ex-repórter de polícia (Objetiva, 2016): Recife, Rio e os textos que antecederam Plantão de Polícia e o horário nobre.

Turno da noite recolhe o Aguinaldo Silva de antes do horário nobre: o rapaz do Recife, o copidesque, o repórter que se meteu no crime da primeira página e saiu dali com um tom que depois contaminaria a novela brasileira.

Lançado em 14 de junho de 2016 pela Objetiva, o livro tem 224 páginas e se apresenta como memórias de um ex-repórter de polícia. Divide-se, na prática, em dois movimentos: a juventude no Recife dos anos 1960 e no Rio efervescente da década de 1970; e a reprodução de textos da fase policial, a partir de 1969, quando ele imprimiu voz própria a matérias sobre crime e violência.

Do que se trata

A íntima relação de Aguinaldo com a escrita, diz a proposta do volume, começou cedo: romance publicado ainda muito jovem, estreia como jornalista em seguida, e uma vida de redação que “daria uma novela”. A primeira parte narra essa formação. A segunda devolve o leitor ao jornalismo de outro tempo — o turno da noite, o mundo cão, a polícia, os tipos da rua — com textos que o autor considerava inesquecíveis o bastante para merecer livro, não só arquivo.

Quem conhece só o novelista das oito encontra aqui a oficina. A frase curta, o detalhe sórdido, o humor de quem viu demais: tudo isso já estava na reportagem. Plantão de Polícia não nasceu do nada; nasceu deste olho. O livro não conta a Globo capítulo a capítulo — e essa ausência é o recorte, não um defeito escondido. Termina, para parte dos leitores, com vontade de um segundo volume sobre a TV. Esse segundo volume, anos depois, veio com outro título: Meu passado me perdoa.

Para quem vale a pena

  • Leitores de memória, jornalismo policial e história da imprensa no Recife e no Rio
  • Quem quer entender a origem do realismo das novelas de Aguinaldo sem começar pela TV
  • Estudantes de reportagem, crônica e não ficção brasileira
  • Quem já viu Senhora do Destino e desconfia que o AI-5 da abertura veio de alguma rua real

Contexto de leitura e compra

A edição da Objetiva circula em edição impressa e digital, em português. É um livro mais curto que as memórias de 2024, mais focado no jornalista do que no autor de Império. Não traz preço estável a citar: o valor muda conforme vendedor e formato. Tampouco é romance de enredo único; é memória e antologia de reportagem. Quem espera a trama de uma novela pode se frustrar. Quem quer o cheiro da redação e da rua, não.

Na trajetória pública de Aguinaldo, Turno da noite ocupa o lugar do documento de ofício: prova de que o folhetinista das oito foi, primeiro, um escritor de jornal. Lê-se bem sozinho. Lê-se melhor ainda se a pergunta do leitor for “de onde veio esse olhar”, e não “qual foi a maior audiência”. Para o arco completo da vida novelesca, o passo seguinte é o volume da Todavia. Para o método na tela, as próprias novelas continuam sendo o texto principal — este livro é o subsolo.

Página vinculada ao projeto

Para consultar a página vinculada a este projeto, acesse Turno da noite.


O que você acha deste Projeto?

O projeto Turno da noite entrega o que promete? Foi uma boa experiência de aprendizagem ou serviço? Mande o seu feedback franco.

Outros projetos do mesmo autor

Se você se interessou por Turno da noite, talvez também queira conhecer outros projetos de Aguinaldo Silva.

Ver perfil completo
Meu passado me perdoa
Meu passado me perdoa
Memórias de Aguinaldo Silva pela Todavia (2024): Recife, jornalismo, Lampião, Globo e a vida por trás de Roque Santeiro e Senhora do Destino.
00%
00%