Verde Que Te Quero Rosa (álbum de 1977) marcou a estreia de Cartola em uma grande gravadora. Lançado pela RCA Victor, o disco tem produção do jornalista e pesquisador Sérgio Cabral e dá sequência ao ciclo iniciado em 1974, agora com mais recursos de estúdio e um repertório que mistura sambas inéditos e composições antigas.
O título nasceu da própria capa, uma fotografia em que Cartola aparece tomando café servido por Dona Zica, com um cigarro na mão. O sambista sugeriu que a xícara fosse verde e o pires, rosa, em referência direta às cores da Mangueira. Nos óculos escuros, que usava desde uma cirurgia no nariz, e no anel com uma lira, o disco fixou uma das imagens mais lembradas dele.
Destaques do repertório
A faixa que dá nome ao disco abre o álbum, seguida por "A Canção Que Chegou", "Autonomia" e "Desfigurado". No lado B, estão "Grande Deus", "Fita Meus Olhos", parceria com Osvaldo Vasquez, e "Nós Dois", composta para o casamento com Dona Zica em 1964. O disco também traz "Tempos Idos", parceria com Carlos Cachaça, e "Pranto de Poeta", de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito.
Por que ouvir
- É o disco em que Cartola amplia o som do grupo que o acompanhava, sem perder o vínculo com o samba de morro.
- Reúne "Nós Dois", uma das canções mais pessoais do compositor.
- Traz a capa mais associada à imagem pública dele, hoje reproduzida em livros e exposições sobre o samba.
O álbum saiu em LP pela RCA Victor e circula em relançamentos, CD e plataformas de streaming.





