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Filipe Barros

Nascimento: 1991 Londrina, Paraná
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Advogado e político de Londrina, no Paraná: vereador, deputado federal e senador eleito em 2026. Foi relator da PEC do voto impresso e presidiu a CREDN.

Filipe Barros Baptista de Toledo Ribeiro venceu a eleição ao Senado pelo Paraná em outubro de 2026 com 3.148.583 votos, a maior votação do estado naquele pleito, e se tornou o senador eleito mais jovem da história do Brasil. O resultado coroou uma trajetória que começou cedo: aos 20 anos ele já estava nas ruas, presidiu o Diretório Central dos Estudantes da Universidade Estadual de Londrina e, antes dos 30, chegou à Câmara dos Deputados.

Advogado formado pela UEL em 2014, Filipe Barros construiu a carreira política em Londrina, no norte do Paraná, cidade onde nasceu em 29 de maio de 1991. Antes de disputar a primeira eleição, ganhou visibilidade local no ativismo pró-vida e pró-família e na passagem pelo Movimento Brasil Livre, do qual se afastou em 2018 para se filiar ao PSL. A partir dali, encadeou quatro mandatos e uma candidatura vitoriosa ao Senado, sempre em campos do conservadorismo e do bolsonarismo — hoje é filiado ao Partido Liberal, o mesmo de Jair Bolsonaro e de Michelle Bolsonaro.

De Londrina a Brasília: a formação política

Filipe Barros se formou em Direito pela Universidade Estadual de Londrina em 2014 e presidiu o Diretório Central dos Estudantes da universidade em 2012. A militância estudantil e o ativismo em pautas conservadoras o levaram à primeira disputa eleitoral em 2016, quando foi eleito vereador de Londrina pelo PRB com 4.227 votos. Na Câmara Municipal, cumpriu mandato entre 2017 e janeiro de 2019, período em que também se tornou uma das vozes públicas do movimento Direita Paraná.

Em 2018, já no PSL, disputou a Câmara dos Deputados e foi eleito com 75.326 votos. Antes mesmo de tomar posse, integrou a equipe de transição do governo Temer para Bolsonaro e participou da estruturação do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. No primeiro mandato, foi presidente nacional da Juventude do PSL, vice-líder do partido na Câmara e membro do Parlamento do Mercosul, o Parlasul.

O mandato na Câmara: voto impresso, CPMI e liderança da oposição

O nome de Filipe Barros ganhou projeção nacional em 2021, quando ele foi designado relator da PEC do voto impresso na comissão especial da Câmara. O parecer que apresentou previa apuração manual e pública dos votos, proposta derrotada pelo colegiado em agosto daquele ano. A relatoria consolidou a imagem pública dele como um dos parlamentares de perfil mais combativo da base bolsonarista.

Em 2022, foi reeleito deputado federal com 249.507 votos, agora pelo Partido Liberal. No segundo mandato, atuou como um dos membros da CPMI do 8 de Janeiro, comissão mista que investigou os atos golpistas de 2023, e votou contra o relatório final apresentado pela relatora Eliziane Gama. Em 2024, assumiu a liderança da oposição na Câmara dos Deputados e foi designado relator da PEC 8/2021, que restringe decisões monocráticas de ministros do Supremo Tribunal Federal.

  • Vereador de Londrina (2016): 4.227 votos
  • Deputado federal (2018): 75.326 votos
  • Reeleito deputado federal (2022): 249.507 votos
  • Senador eleito pelo Paraná (2026): 3.148.583 votos

A presidência da CREDN e a política externa

Em março de 2025, depois de uma disputa interna no PL que envolveu uma reviravolta na escolha do comando da comissão, Filipe Barros foi escolhido para presidir a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados. O colegiado aprecia tratados, acordos internacionais, política de defesa e temas diplomáticos antes de eles avançarem no Congresso.

Na presidência da CREDN, o deputado aproximou a comissão de pautas caras à direita, como a defesa de Israel no cenário internacional, e defendeu a diplomacia parlamentar brasileira em fóruns como o BRICS. Também pautou propostas que alteram a legislação sobre povos indígenas e a atuação de organizações estrangeiras no país. O posto fez dele um dos principais interlocutores da Câmara em política externa na reta final do mandato.

A eleição ao Senado em 2026

Filipe Barros disputou o Senado pelo Paraná na coligação Fortaleza do Paraná, formada por PL, Novo e Podemos, com o número 222. Foi eleito no primeiro turno com 3.148.583 votos, 27,25% do total, como o candidato mais votado do estado — o segundo senador eleito na mesma disputa foi Deltan Dallagnol. Com 35 anos, ele será o senador mais jovem em exercício na próxima legislatura, que começa em 2027 e vai até 2031.

Depois do resultado, ele afirmou que o mandato no Senado terá como prioridade a defesa de uma reforma do Judiciário e a fiscalização de decisões do Supremo. Também declarou que pretende manter a coerência com a atuação que marcou seus dois mandatos na Câmara.

Controvérsias e embates públicos

A trajetória de Filipe Barros é marcada por embates com adversários e instituições. Em 2016, quando foi eleito vereador, o Ministério Público abriu ação por intolerância religiosa contra ele, motivada por uma publicação em que classificou como "macumba" uma apresentação escolar cuja narrativa envolvia religiões de matriz africana. Ele se defendeu alegando que a educação religiosa é responsabilidade dos pais, não do Estado.

Em 2020, durante a pandemia, liderou uma manifestação contra medidas sanitárias em Londrina e foi denunciado por descumprimento das regras de isolamento. No mesmo período, a Justiça do Paraná determinou que ele apagasse publicações consideradas ofensivas a uma promotora de Justiça, decisão que o deputado classificou como censura. Em 2023, na CPMI do 8 de Janeiro, levou para o colegiado notas falsas com o rosto do presidente Lula, episódio que gerou reação de parlamentares governistas. Em 2024, apareceu entre os parlamentares que respondem a inquéritos no Supremo Tribunal Federal por críticas à Corte, segundo levantamento da imprensa.

Onde acompanhar a atuação de Filipe Barros

Filipe Barros mantém presença ativa em múltiplas plataformas. O site oficial filipebarros.com.br reúne notícias do mandato e materiais de campanha; o canal no YouTube publica discursos, entrevistas e vídeos da rotina em Brasília. No Instagram, no Facebook, no TikTok e no X (antigo Twitter), o senador eleito divulga agenda, posicionamentos e conteúdos sobre a atuação legislativa. Os perfis oficiais estão listados nesta página.

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Canal Filipe Barros no YouTube
Canal Filipe Barros no YouTube
Canal oficial de Filipe Barros no YouTube, com discursos, entrevistas e os vídeos da campanha ao Senado em 2026.
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CPMI do 8 de Janeiro
CPMI do 8 de Janeiro
Comissão mista do Congresso que investigou os atos de 8 de janeiro de 2023; Filipe Barros foi um dos membros de oposição mais atuantes.
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Relatoria da PEC do Voto Impresso
Relatoria da PEC do Voto Impresso
PEC 135/2019 relatada por Filipe Barros na Câmara, que propunha tornar obrigatório o voto impresso; rejeitada em comissão especial em 2021.
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