Presidência da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (CREDN) da Câmara dos Deputados: Filipe Barros assumiu o posto em março de 2025, na reta final da 57ª legislatura, depois de uma disputa interna no PL que teve reviravolta e acabou com o nome dele indicado para o comando do colegiado. A escolha veio após um impasse em torno da indicação de Eduardo Bolsonaro para a mesma vaga.
A CREDN é uma das comissões mais antigas e sensíveis da Câmara. Cabe a ela analisar tratados internacionais, acordos de cooperação, política de defesa nacional, compra de equipamentos militares e temas diplomáticos antes de virarem votação no plenário. Na prática, a comissão funciona como uma porta de entrada do Legislativo para a política externa brasileira.
O que mudou com Filipe Barros no comando
Na presidência do colegiado, o deputado aproximou a agenda da comissão de bandeiras caras à direita. Uma das primeiras movimentações foi a articulação de uma moção de solidariedade a Israel, tema que ele já defendia publicamente. Também colocou na pauta debates sobre a atuação de organizações estrangeiras no Brasil, o endurecimento da legislação indigenista e a relação do país com blocos como o BRICS, onde defendeu a chamada diplomacia parlamentar.
O posto fez dele um dos interlocutores do Congresso com governos e parlamentos estrangeiros, incluindo conversas com nomes ligados ao governo dos Estados Unidos. A comissão sob seu comando passou a ser ponto de encontro de delegações estrangeiras e palco de audiências sobre conflitos internacionais, com destaque para as crises no Oriente Médio. Nas redes, o deputado passou a usar a tribuna da CREDN para comentar a política externa de forma mais frequente do que seus antecessores.
Por que a CREDN importa na política brasileira
- A comissão decide sobre acordos internacionais antes da ratificação
- Aprecia projetos sobre Forças Armadas, fronteiras e compra de defesa
- É espaço de projeção para parlamentares que querem visibilidade em política externa
- Recebe delegações e embaixadores, com agenda própria de audiências públicas
O período na presidência da CREDN fechou o ciclo de Filipe Barros na Câmara antes da eleição ao Senado em 2026, quando foi o candidato mais votado do Paraná. A experiência no comando da comissão é um dos argumentos que ele usa ao falar do mandato que vai iniciar em 2027.




