A CPMI do 8 de Janeiro foi a comissão parlamentar mista de inquérito instalada no Congresso em 2023 para investigar os atos de vandalismo às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 8 de janeiro daquele ano. Filipe Barros, então deputado federal pelo Paraná, foi um dos membros indicados pela Câmara e se tornou uma das vozes de oposição mais presentes nas reuniões do colegiado.
A comissão foi instalada em maio de 2023, com a senadora Eliziane Gama na relatoria, e funcionou por cerca de cinco meses. Ouviu depoimentos de autoridades, militares, empresários e investigados, e terminou em outubro com um relatório final que pediu o indiciamento de mais de 60 pessoas, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O papel de Filipe Barros na CPMI
Como membro da comissão, o deputado usou o tempo de fala para contestar a linha de investigação adotada pela relatora e questionar depoentes, além de defender que o colegiado também investigasse a atuação de organizações não governamentais e de movimentos ligados ao governo. Filipe Barros votou contra o relatório final.
A atuação dele na CPMI ficou marcada por episódios de embate direto com parlamentares governistas. Em junho de 2023, ele levou para a sessão notas falsas com o rosto do presidente Lula e as exibiu no plenário, gesto que gerou protestos de deputados e senadores da base do governo. Em outras reuniões, protagonizou trocas de acusações com colegas e pedidos de investigação cruzados entre os dois lados da comissão.
Entenda a CPMI em números
- Instalação: maio de 2023, no Senado Federal
- Composição: 32 titulares e 32 suplentes de Câmara e Senado
- Relatora: senadora Eliziane Gama (PSD-MA)
- Relatório final: apresentado em outubro de 2023, com pedido de indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais de 60 pessoas
A CPMI encerrou os trabalhos como um dos capítulos mais tensos da legislatura. A participação de Filipe Barros nela consolidou a atuação dele como um dos nomes mais aguerridos da oposição na Câmara — posto que ocuparia formalmente em 2024, como líder da oposição. A experiência também moldou o discurso que ele levou para a campanha ao Senado no Paraná, com críticas recorrentes ao que chama de perseguição política no Congresso.




