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Maria Ribeiro

Maria do Amaral Ribeiro

Nascimento: 1975 Rio de Janeiro, RJ
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Carioca de 1975, atua, dirige documentário e publica crônica. Passou pela Record, pelo GNT, pela Globo e pela Editora Record.

O Kikito de melhor atriz do Festival de Gramado, em 2017, foi para Rosa, a filha que volta à casa dos pais em Como Nossos Pais. Quem interpreta Rosa é Maria Ribeiro, a mesma carioca que o público já tinha visto como Rosane nos dois Tropa de Elite e como Malvina na refilmagem de A Escrava Isaura.

O nome completo é Maria do Amaral Ribeiro. Nasceu no Rio de Janeiro em 9 de novembro de 1975. Quem chega por ele hoje não encontra só a atriz de novela. Encontra a diretora de Domingos, Los Hermanos e Outubro, a colunista que passou por O Globo, Veja Rio, Tpm e UOL, e a autora que em 2025 estreou na Editora Record com Não sei se é bom, mas é teu.

Quem é Maria Ribeiro quando a pergunta não cabe numa linha

A pergunta que o nome carrega é objetiva: atriz que escreve, ou escritora que continua atuando? Durante anos ela respondia a primeira versão. Em entrevistas de 2025, contou que se apresentava como atriz que escrevia e tinha pudor de dizer escritora. A frase mudou num assalto, em 2021, quando pediu para ficar com o laptop porque era escritora. Não sei se é bom, mas é teu é o livro que ela lança já usando a palavra sem aquele recuo.

Antes do texto publicado, a formação foi o jornalismo. Formou-se em jornalismo pela PUC-Rio, e a carreira de atriz se impôs cedo. A estreia na televisão foi em 1994, na minissérie Memorial de Maria Moura. No ano seguinte veio Bianca Moretti em História de Amor, novela de Manoel Carlos.

Do teatro à Record e de volta à Globo

Entre a novela de Manoel Carlos e o retorno mais firme às telas, o palco segurou a rotina. A lista pública inclui Confissões de Adolescente, Feliz Ano Velho, Capitu, O Inimigo do Povo e Separações. Em 2001 ela voltou à novela em A Padroeira. Em 2003 assinou e dirigiu o curta Vinte e Cinco, o primeiro trabalho próprio atrás da câmera.

A fase na Record começa em 2004. Em A Escrava Isaura ela é Malvina. Depois vêm Zoé em Luz do Sol, em 2007, e Marília de Castro em Poder Paralelo, em 2009, além de Mical na minissérie Rei Davi. O retorno à Globo no horário das 21 horas aconteceu em 2014, em Império, de Aguinaldo Silva, no papel de Danielle de Medeiros. Entre 2013 e 2016 apresentou o Saia Justa no GNT.

  • Memorial de Maria Moura (1994) e História de Amor (1995) marcam a entrada na televisão.
  • Malvina, em A Escrava Isaura (2004), é o papel que a fixa na Record.
  • Rosane atravessa Tropa de Elite (2007) e Tropa de Elite 2 (2010).
  • Rosa, em Como Nossos Pais (2017), rende o Kikito e, em 2018, o Grande Otelo de melhor atriz.
  • O Saia Justa, no GNT, ocupa o período de 2013 a 2016.

O que o cinema fez com esse nome

No cinema, o papel que atravessa a década é Rosane. Em 2007, o Prêmio Qualidade Brasil deu a ela a coadjuvante por Tropa de Elite. O personagem volta em Tropa de Elite 2. Antes disso havia Ana Maria em Tolerância, de Carlos Gerbase, e participações em Orfeu e O Xangô de Baker Street. O reconhecimento mais largo da crítica veio com Como Nossos Pais, de Laís Bodanzky. Além do Kikito de Gramado, entram o Grande Otelo de melhor atriz em 2018, o Prêmio Guarani, o prêmio do Festival Sesc de melhores filmes e o de melhor atriz na Mostra de Cinema Latino-Americano de Lérida.

A direção não ficou no curta. Em 2011 lançou Domingos, documentário sobre Domingos de Oliveira, tratado pelo Globo como o primeiro longa dela na função. Em 2015 dirigiu Los Hermanos: Esse é só o começo do fim da nossa vida. Em 2019 assinou Outubro, sobre as eleições de 2018. A Editora Record credita a ela o roteiro de Larissa – o outro lado de Anitta. Com Domingos de Oliveira, assinou o argumento da adaptação de Todas as mulheres do mundo para o Globoplay, em 2020, série em que também atua como Renata.

Na televisão paga o nome continua aparecendo em papéis curtos e em protagonistas de série. Em Desalma, no Globoplay, é Giovana Skavronski. Em O Mecanismo, da Netflix, entra como Andrea Mariano num episódio. São créditos laterais se comparados a Rosa e a Rosane, mas mostram que a atuação não parou quando a escrita e a direção cresceram.

Crônica, coluna e o programa em que ela sai de casa

A escrita pública começa antes do livro. Ela assinou coluna no Segundo Caderno de O Globo, na Veja Rio e na Tpm. Depois passou a escrever na revista Gama e no UOL, onde também comanda o Maria Vai com os Outros. O programa estreou em 26 de outubro de 2023 no Canal UOL e no YouTube da Universa. A gravação não é de estúdio: ela caminha com o convidado pelo Rio e, na terceira temporada, estreada em janeiro de 2025, por ruas, parques e casas de São Paulo.

Os livros solo seguem três momentos, sem contar coletâneas. Trinta e Oito e Meio, de 2015, pela Língua Geral, com ilustrações de Rita Wainer, junta crônicas da casa dos trinta. Tudo o que eu sempre quis dizer, mas só consegui escrevendo, de 2018, pela Planeta, vem em seguida e inclui uma carta à própria Maria aos 18 anos. Não sei se é bom, mas é teu, publicado pela Record em agosto de 2025, reúne mais de 70 textos escritos desde 2018, com prefácio de Anitta e posfácio de Caetano Veloso. O título repete uma fala de Paulo José no filme Todas as mulheres do mundo, de 1966, a mesma obra que ela ajudou a adaptar para a série. A Veja Rio registrou que, no dia seguinte à passagem pela Flip daquele ano, ela apareceu como a autora mais vendida da Record.

Onde essa crônica encontra o resto da estante

Quem chega pelo volume da Record está no território da literatura feita de coluna, cotidiano e nome já conhecido da tela. Também entra nas coletâneas Dias de domingo e Crônicas para ler em qualquer lugar, esta com Xico Sá e Gregório Duvivier, o trio do bate-papo Você é o que lê, em Brasília, em 2016. Não é saga nem manual de ofício. É o texto de quem se formou em jornalismo, continuou atriz e passou a tratar maternidade, envelhecimento, política e o dia comum no mesmo parágrafo.

O que a biografia pública segura

Nasceu numa família abastada do Rio. É filha de Marina Raquel Carneiro do Amaral e Silva e de Leonídio Ribeiro Filho, morto em 2013. Em depoimento publicado na época, descreveu o pai como presidente da SulAmérica Seguros, contador de histórias, filho de intelectuais que chegou a ter muito e perdeu. O dado fica porque ela mesma o ligou ao material de um documentário e às crônicas, não porque a vida privada precise ser inventariada.

As perguntas que mais se repetem sobre a vida pessoal cabem em poucas linhas já publicadas. Casou-se com Paulo Betti em 2001. O filho João nasceu em 2003. A separação foi em 2005. Com Caio Blat, a união pública começa em 2007. O filho Bento nasceu em 2010. O casamento terminou em 2017. Namoros posteriores não explicam a obra e ficam de fora.

O que mantém o nome em circulação é a continuidade dos ofícios. Em 2025 estreou no teatro O Filho, de Florian Zeller, ao lado de Gabriel Braga Nunes. Em janeiro de 2026, o Estadão noticiou Deve Ser da Idade, audiossérie original da Audible narrada por ela, nascida da frase que ouviu num exame de rotina. Em maio de 2026, O Globo registrou a volta às novelas em Quem Ama Cuida, no papel de Beatriz. Filme, livro, documentário e novela continuam apontando para a mesma carioca, com função e data diferentes em cada frente.

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