1960: Quando as estrelas ficaram vermelhas é o livro em que José Trajano volta ao ano em que viu o America conquistar a primeira Taça Guanabara. O ponto de partida é pessoal: um menino de 13 anos, torcedor do time da Campos Sales, acompanha a campanha que terminou com a primeira volta olímpica de sua vida, contra o Fluminense.
O título do America como fio condutor
O livro percorre a competição jogo a jogo e usa cada partida para abrir uma janela sobre o futebol carioca da época. O America de 1960 é o centro da narrativa, mas o leitor também acompanha a rotina de um garoto que descobria o rádio, a televisão em preto e branco e a cidade. A conquista serve de estrutura para retratar um Rio em transformação.
O Rio de 1960, entre a bossa e a arquibancada
O autor mistura memória e crônica urbana para reconstruir o Rio que deixava de ser capital federal. Aparecem a bossa nova, os cinemas, os jornais, as rádios e os tipos humanos da Tijuca, além de nomes da música e do futebol. Não é um livro de estatísticas: o foco está na experiência de quem viveu aquele verão e guardou dele uma imagem afetiva.
Publicado pela Onze Cultural em 2025, com 232 páginas, o título interessa a leitores de memória esportiva, história do futebol brasileiro e crônica carioca. A obra funciona bem para quem quer entender como o America e o Rio de Janeiro aparecem na formação de José Trajano, sem separar a vida pessoal da história do esporte.





