Tijucamérica parte de uma situação que qualquer torcedor do América reconhece: o clube não levanta uma taça há décadas. No romance, José Trajano leva essa frustração para o terreno da fantasia e imagina uma operação sobrenatural para trazer de volta a maior seleção da história do time.
O América e o bairro da Tijuca
O livro reúne videntes, mágicos, gurus e pais de santo em torno de um objetivo comum: trazer de volta os craques que fizeram a alegria do América e colocá-los novamente no gramado da Campos Sales. A premissa absurda é tratada com humor e afeto, sem perder o vínculo com a memória real do clube e do bairro.
Uma chanchada com memória afetiva
Publicado pela Paralela em 2015, com 232 páginas, Tijucamérica funciona como uma chanchada fantasmagórica: a lógica é a da comédia, mas o pano de fundo é a história de um time e de uma região do Rio que marcaram a infância do autor. O futebol aparece como linguagem comum, capaz de unir gerações e de transformar a saudade em piada.
O romance dialoga com leitores que gostam de futebol, de humor e de histórias sobre clubes de bairro, mas também com quem se interessa pela Tijuca e pela cultura carioca. É uma leitura leve, construída sobre uma pergunta simples: o que aconteceria se os ídolos do passado voltassem para resolver o jejum do presente?





