A Arte de Educar nasceu de uma preocupação prática de Flávio Gikovate: como ajudar crianças e jovens a se tornarem adultos autônomos, responsáveis e capazes de conviver. Voltado a pais, professores e educadores, o livro trata a educação como um conjunto de decisões cotidianas, e não como uma teoria distante da sala de aula ou da mesa de jantar.
O que o livro propõe
Gikovate parte de situações comuns da vida familiar e escolar para discutir limites, diálogo, autonomia e responsabilidade. Para o autor, educar não é moldar o outro à imagem dos adultos nem compensar frustrações próprias por meio dos filhos: é criar condições para que a criança desenvolva recursos internos. O livro reúne orientações sobre como agir diante de conflitos, sem prometer fórmulas prontas nem resultados garantidos, já que cada criança e cada contexto exigem ajustes.
Por que ler este livro hoje
Publicada originalmente em 1998 e reeditada várias vezes, a obra mantém atualidade porque trata de tensões que não envelhecem: a dificuldade de dizer não, o excesso de permissividade, o medo dos pais de frustrar os filhos e a pressão por desempenho. A abordagem de Gikovate, sempre em linguagem acessível, ajuda educadores a diferenciar autoridade de autoritarismo e cuidado de dependência.
Para quem é este livro
É leitura útil para pais e mães de crianças e adolescentes, professores da educação básica, coordenadores pedagógicos e estudantes de pedagogia e psicologia. Também interessa a quem trabalha com orientação familiar e busca material de apoio para conversas sobre disciplina e convivência. Se a intenção é encontrar respostas prontas para cada conflito, o livro frustra a expectativa de propósito: o que ele oferece é um modo de pensar a educação a longo prazo.





