Sexo e amor são dois impulsos autônomos, que podem se encontrar mas não se confundem. Essa tese, defendida por Flávio Gikovate desde os primeiros textos na imprensa, ganha desenvolvimento amplo em Sexo, livro em que ele analisa a sexualidade adulta sem moralismo e sem romantização. A obra também explora a associação entre sexualidade e agressividade e propõe uma distinção importante entre desejo e excitação.
Desejo e excitação: uma diferença decisiva
Para o autor, o desejo é elitista e alimentado pela lógica da sociedade de consumo: precisa de novidade, comparação e conquista. A excitação, por sua vez, seria um prazer mais democrático, acessível e menos dependente de estímulos externos. A partir dessa diferença, Gikovate propõe rever a louvação contemporânea do desejo, que na visão dele serve à preservação do egoísmo e da imaturidade emocional.
O que o livro discute
Entre os temas estão a separação entre afeto e erotismo, a manutenção do vínculo sexual em relações longas, os mal-entendidos entre parceiros e o peso dos modelos culturais sobre o que se espera de homens e mulheres na cama. O texto não funciona como manual de técnicas: é uma reflexão sobre por que a vida sexual de tantas pessoas entra em contradição com aquilo que dizem desejar.
Para quem é este livro
Indicado a leitores adultos, a profissionais de psicologia, psiquiatria e terapia sexual e a quem se interessa pelas relações entre comportamento e cultura. Serve também como complemento natural de títulos como Uma Nova Visão do Amor e Para Ser Feliz no Amor, nos quais Gikovate examina os vínculos afetivos sob ângulos distintos.





