Contexto e proposta de A Divina Quimera
A Divina Quimera é o segundo livro de poesia de Eduardo Guimaraens e a obra que fixou seu nome no Simbolismo brasileiro. Publicada em 1916, no Rio de Janeiro, nasceu de um projeto ambicioso para um autor de 24 anos: combinar a lição do amor eterno e espiritualizado de Dante com a atmosfera decadentista e aristocrática de Gabriele D'Annunzio.
O resultado chamou a atenção da crítica pela exploração métrica. O crítico Alfredo Bosi destacou que o livro trabalha com o alexandrino, o decassílabo e até versos bissílabos, combinação rara na poesia brasileira da época. É essa pesquisa formal, somada ao clima simbolista, que mantém a obra em circulação em antologias e estudos sobre o período.
A trajetória editorial do título atravessou o século: a segunda edição, de 1944, trouxe prefácio de Mansueto Bernardi; a terceira, de 1978, saiu pelo projeto EMMA/DAC, da Secretaria de Educação e Cultura do Rio Grande do Sul; e a edição de 2025, pela Libretos, acrescenta documentos que pertenceram ao poeta, entre cartas sobre a publicação original, retratos dele e de Etelvina Barreto, o rascunho do poema composto a bordo do Paquete Itapura e imagens da capa da primeira edição.
É uma leitura indicada para estudantes de literatura, professores, pesquisadores do Simbolismo e leitores de poesia brasileira que querem conhecer a obra além dos nomes mais conhecidos do movimento. O volume tem 136 páginas e chega às livrarias em edição de capa comum, disponível no item exato da Amazon indicado nesta página.



