Contexto e proposta de Poemas
Poemas reúne a produção que Eduardo Guimaraens escreveu em francês em 1926, dois anos antes de morrer, e que ficou guardada por décadas no arquivo da família. Entre os papéis deixados pelo poeta havia uma pasta com folhas amareladas e uma seleção de poemas escritos à mão no idioma francês, registros de um autor que lia e traduzia a poesia europeia de seu tempo.
A publicação só veio em 2018, pela Libretos, com tradução dos poetas Alcy Cheuiche e Livia Petry. O volume aposta no valor documental: formato de moleskine, fac-símiles da época reproduzidos nas páginas, cantos arredondados e capa com selo de cera carimbado com a marca do ex-libris desenhado pelo próprio Eduardo Guimaraens.
Para o leitor, o interesse é duplo. De um lado, está o poeta simbolista em língua francesa, exercitando imagens e ritmos fora do português que o consagrou. De outro, está o objeto-livro, pensado como caderno de época, que aproxima o público do modo como os versos chegaram ao século 21. São 88 páginas em edição de bolso, com acabamento que reforça o caráter de relíquia literária.
A obra interessa a leitores de poesia, a estudiosos do Simbolismo e a colecionadores de edições comemorativas. O item exato pode ser consultado na página da Amazon indicada aqui, que reúne as especificações do volume publicado em 2018.



