A malta indomável devolve o leitor ao universo distópico de O último ancestral, mas troca o foco. Em vez de Eliah, o romance acompanha Vik, Cosme e Juba, jovens de Sumé que recusam o destino marcado no Dia da Escolha. É afrofuturismo com corrida de carros, magia ancestral e a pressa de quem ainda não aceitou o complexo como prisão.
Ale Santos publicou o livro em 25 de novembro de 2023 pela Editora Pitaya, selo ligado ao grupo HarperCollins no Brasil, com ilustrações de Massai. A indicação de leitura começa aos 12 anos. Não é “versão infantil” do romance anterior: é história paralela, com outro trio, outra urgência e a mesma cidade-complexo no horizonte.
A aposta da trama
O Dia da Escolha define o futuro de cada jovem de Sumé. Vik quer a Batalha de Maltas, a corrida de carros da periferia. Cosme quer deixar de ser tratado como estranho. Juba quer ser beatmaker em Nasgat, a cidade vizinha. Juntos, quebram as regras do Complexo e descobrem que o ato rebelde tem preço. A jornada que se segue mistura fuga em alta velocidade, comunidade e o tipo de magia que o universo de Ale Santos já tinha ensinado a não tratar como enfeite.
Quem leu O último ancestral reconhece o chão: segregação, periferia, fé e tecnologia. Quem entra por A malta indomável encontra uma porta mais jovem, com humor de trio e o pulso de aventura que a editora posicionou no circuito infantojuvenil e jovem adulto. As avaliações na Amazon passam de uma centena e repetem o mesmo elogio: universo rico, personagens críveis, afrofuturismo brasileiro que não parece tradução.
- Romance paralelo ao universo de O último ancestral
- Trio protagonista: Vik, Cosme e Juba
- Ilustrações de Massai e edição Pitaya, 368 páginas
- Leitura a partir de 12 anos, sem ser livro infantil raso
- Boa porta de entrada para leitores jovens de ficção científica
Para quem comprar este, e não o outro
A malta indomável faz sentido para adolescente, professor que busca ficção científica nacional em sala, e adulto que já leu O último ancestral e quer voltar ao mapa por outro ângulo. Também funciona como presente para quem gosta de distopia, corrida, periferia e trilha sonora imaginária — Juba, o beatmaker, não está ali por acaso.
Se a busca é por ensaio histórico, este não é o livro. Se a busca é por um primeiro contato com Ale Santos em tom de aventura, pode ser o melhor começo: a prosa corre, o trio segura a página e o universo se explica sem exigir a leitura prévia, embora ela enriqueça.
Como circula e o que esperar
O item em circulação na Amazon é a capa comum em português, ISBN 978-6560050792. Há e-book. Preço de capa flutua; o que permanece é a edição Pitaya de 2023. Não há, neste volume, a tese ensaística de Rastros de resistência nem o peso de finalista do Jabuti de O último ancestral. Há outra função: expandir o mundo para um leitor mais novo sem diluir o conflito.
Quem terminar A malta indomável e quiser o romance-irmão vai para O último ancestral. Quem quiser o chão histórico que alimenta os dois vai para Rastros de resistência. A página da Amazon leva ao volume certo, com a capa de Massai.



