A manha do Barão é uma peça teatral de Ipojuca Pontes sobre a vida de Aparício Torelly, o Barão de Itararé. Publicada em 2008 pelo selo A Girafa, com 104 páginas, a obra reconstrói a trajetória do jornalista gaúcho que criou o semanário A Manha e fez da zombaria do poder um ofício.
O texto tem prefácio do jornalista José Nêumanne Pinto e capa elaborada a partir de fotografia de Benedito J. Duarte. A escolha do formato conta: em vez de narrar os fatos em ordem cronológica, a peça coloca o personagem em cena, entre a redação do jornal, as ruas do Rio de Janeiro e os episódios de perseguição que marcaram sua vida.
Uma vida que cabe no palco
Ipojuca Pontes acompanha o Barão em diferentes fases, da infância difícil no Sul à consagração como o mais popular humorista brasileiro de seu tempo. O roteiro reconstrói o ambiente da imprensa carioca das primeiras décadas do século XX, os embates com autoridades e a resistência de quem continuou escrevendo depois de prisões e agressões. O humor aparece como método de sobrevivência e de intervenção pública.
Para quem serve
O livro interessa a leitores de dramaturgia, a estudantes e professores que trabalham a história da imprensa e do humor no Brasil, e a grupos de teatro em busca de textos brasileiros com temática histórica. Funciona tanto como leitura quanto como material de montagem, com cenas que podem ser trabalhadas em sala de aula e em oficinas de escrita.
Quem já conhece as máximas do Barão encontra aqui o personagem em movimento, com diálogos que devolvem a voz e o ritmo de um homem que transformou a piada em resistência.





