Almanhaque d'A Manha é o almanaque satírico que o Barão de Itararé publicou a partir de 1949, quando já era uma das figuras mais conhecidas da imprensa brasileira. A proposta era parodiar os almanaques tradicionais — volumes de consulta com calendário, curiosidades e conselhos — e transformar o formato inteiro em piada.
No lugar da utilidade solene, o leitor encontrava textos de Apparício Torelly, passatempos, jogos, anedotas, quadrinhas e contos humorísticos. As máximas no rodapé das páginas, depois reunidas em antologias, nasceram e circularam por ali.
O que o leitor encontra
- Crônicas e provocações políticas assinadas pelo Barão;
- Passatempos, jogos, anedotas e quadrinhas;
- Máximas no rodapé das páginas;
- Invenções como o brasão de armas e a árvore genealógica do próprio Barão.
Um retrato do humor antes da televisão
Muitas piadas comentam personagens e episódios do Brasil dos anos 1940 e 1950. Por isso, a leitura rende mais para quem tem alguma familiaridade com o período — e funciona bem como documento para quem estuda imprensa, censura e história política. É um humor de contexto, escrito para um leitor que acompanhava o noticiário e reconhecia os alvos.
A edição em circulação é um fac-símile lançado pela Imprensa Oficial em 2002, com 264 páginas, que preserva o projeto gráfico da época. Para leitores que só conhecem as máximas, é a chance de ver o Barão no formato em que ele mesmo escolheu trabalhar. Para colecionadores e pesquisadores de humor gráfico, é uma peça de referência, com valor histórico e de estudo.





