Eduardo Prado morreu em 1901, aos 41 anos, deixando uma obra curta e polêmica que marcou o debate público do fim do Império e do início da República. A Vida de Eduardo Prado, lançada por Cândido Mota Filho em 1967, é uma das biografias mais completas desse personagem — o escritor monarquista que escreveu A ilusão americana e se tornou um crítico ferrenho da primeira década republicana.
Publicado pela Livraria José Olympio Editora na coleção Documentos Brasileiros, o livro recebeu o Prêmio Jabuti de 1968 na categoria biografia. A escolha do biografado não era casual: como Prado, Mota Filho foi um paulista formado na Faculdade de Direito, ligado à imprensa e às disputas políticas de seu tempo, mas em posições diferentes.
Quem foi Eduardo Prado
Eduardo Prado nasceu em São Paulo em 1860, filho de uma família rica e ligada ao Império. Foi escritor, jornalista e ativista monarquista, próximo de Machado de Assis e adversário declarado do regime proclamado em 1889. Em A ilusão americana, criticou a influência dos Estados Unidos sobre a América Latina e defendeu uma leitura própria do papel brasileiro no continente.
A biografia reconstitui a formação do personagem, o círculo intelectual em que circulava, a viagem que fez ao exterior e a campanha política que o colocou em choque com os republicanos. É também um retrato da elite paulista do século XIX, de suas redes de parentesco, de seus jornais e de suas referências europeias.
Estrutura e relevância
A edição da Livraria José Olympio saiu pela coleção Documentos Brasileiros, série que reuniu parte importante da historiografia e do ensaísmo brasileiros no século XX. O volume tem cerca de 330 páginas, além dos textos de abertura, e combina a narrativa biográfica com a análise da obra de Prado e do ambiente político em que ele atuou.
- Biografia de um dos principais críticos da Primeira República;
- Contexto da imprensa e da política brasileira entre 1880 e 1901;
- Análise da obra e das ideias de Eduardo Prado, incluindo A ilusão americana;
- Prêmio Jabuti de 1968 na categoria biografia.
O livro interessa a estudantes de História do Brasil, a pesquisadores do período monárquico e republicano e a leitores de biografias históricas. Mota Filho escreve como quem conhece os arquivos e as polêmicas do período, sem transformar o personagem em herói — o que dá ao texto um tom analítico que envelheceu bem.
Como adquirir
A edição original circula em sebos e bibliotecas. O link abaixo reúne exemplares usados do título, com diferentes estados de conservação. Em razão da idade da edição, recomenda-se conferir a descrição de cada exemplar e confirmar a presença de eventuais marcas de uso antes da compra.




