Dias Lidos e Vividos chegou às livrarias em 1977, poucos meses antes da morte de Cândido Mota Filho. É o segundo volume de suas memórias, continuação direta de Contagem Regressiva, e cobre a fase em que o autor já era uma figura consolidada nos meios jurídico, literário e político.
No título, as duas metades da vida do autor aparecem no próprio nome: os dias lidos, da formação humanística e da convivência com livros e autores, e os dias vividos, da carreira pública. Depois de contar a juventude e a entrada na política em Contagem Regressiva, Mota Filho revisita os anos de magistério, a passagem pelo Ministério da Educação, a atuação no Supremo Tribunal Federal e o cotidiano da Academia Brasileira de Letras.
Um retrato da vida institucional brasileira
Para quem acompanha a história do Brasil do século XX, as memórias oferecem uma perspectiva rara: a de alguém que circulou simultaneamente pelo mundo jurídico, pela imprensa e pela Academia. Mota Filho conviveu com ministros do STF, presidentes da República, escritores e jornalistas, e registra esse convívio com a discrição de quem viveu os fatos por dentro.
- Segundo volume das memórias de Cândido Mota Filho, publicado em 1977;
- Continuação de Contagem Regressiva, de 1972;
- Relato da fase em que o autor foi ministro da Educação e ministro do STF;
- Panorama da Academia Brasileira de Letras e da vida intelectual do período.
Uma vida entre instituições
Entre a publicação de Contagem Regressiva e a de Dias Lidos e Vividos, o autor acompanhou o endurecimento do regime militar, a censura à imprensa e as transformações da Academia Brasileira de Letras. O segundo volume registra essa fase com a mesma discrição do primeiro: mais do que defender posições, Mota Filho descreve o funcionamento das instituições por dentro, os ritos, as amizades e as rupturas.
Para o pesquisador, é uma fonte sobre o cotidiano do Supremo Tribunal Federal e do Ministério da Educação nos anos 1950, sobre a rotina da ABL e sobre a rede de relações entre direito, imprensa e literatura no Rio de Janeiro. Para o leitor comum, é a chance de acompanhar uma vida longa que começou sob a Primeira República e terminou no Brasil dos anos 1970.
Para quem é a leitura
O livro interessa a leitores de memórias políticas, a pesquisadores da história das instituições brasileiras e a quem deseja entender como se formou a elite intelectual que atravessou a República. Como as edições são antigas, a obra circula sobretudo em sebos e bibliotecas.
Como adquirir
O link abaixo reúne exemplares usados disponíveis no mercado. Por se tratar de uma edição de 1977, recomenda-se verificar o estado de conservação informado por cada livreiro e comparar as ofertas antes de comprar.




