Contexto e proposta de Adeus Identitarismo: A hora da maré vazante
Adeus Identitarismo: A hora da maré vazante retoma o tema que transformou Antonio Risério em uma das vozes mais conhecidas do debate público brasileiro. Publicado pela LVM Editora, com prefácio de Wilson Gomes, o livro parte de uma constatação: o identitarismo perdeu parte do encanto e começou a rachar em público, mas seria tolice confundir desgaste com derrota.
É desse ponto que a análise avança. Risério examina como a linguagem identitária continuou impregnando instituições, códigos de conduta, aparelhos culturais e mecanismos de intimidação, mesmo quando suas premissas já não reinavam sem contestação. O foco não está apenas na ascensão de uma ideologia, mas no rastro que ela deixou: o empobrecimento do debate, a divergência tratada como culpa e uma moral punitiva que se apresenta como justiça.
O livro mistura análise, memória e intervenção. É a continuidade direta de Sobre o relativismo pós-moderno e a fantasia fascista da esquerda identitária, aprofundando a crítica ao sistema de coerção simbólica que, segundo o autor, degradou a vida pública brasileira. Leva ao leitor que acompanha as polêmicas sobre políticas de identidade um balanço atualizado do tema, escrito por quem participou ativamente delas.
A edição tem 208 páginas e marca a entrada do autor no catálogo da LVM Editora. Para quem quer entender o estado atual do debate sobre identitarismo no Brasil — e as teses de um de seus críticos mais persistentes —, é o título mais recente da série e o mais direto na apresentação dos argumentos.





