Contexto e proposta de Sobre o relativismo pós-moderno e a fantasia fascista da esquerda identitária
Sobre o relativismo pós-moderno e a fantasia fascista da esquerda identitária reúne a crítica que Antonio Risério passou a fazer, no fim dos anos 2010, ao vocabulário político que ganhou força nas universidades, nos meios culturais e nas instituições brasileiras. Publicado pela Topbooks, o livro transformou o autor em uma das principais referências de quem questiona o identitarismo no Brasil.
O ponto de partida é a tese de que o relativismo pós-moderno deixou de ser apenas uma corrente teórica e passou a orientar práticas de poder: a transformação da divergência em culpa, a moral punitiva apresentada como justiça e o uso da identidade como critério de autoridade intelectual. O texto articula filosofia, história das ideias e exemplos da vida pública brasileira para sustentar o argumento.
Por isso, o livro costuma ser procurado tanto por leitores de ensaio político quanto por quem acompanha as polêmicas sobre "lugar de fala", políticas de identidade e liberdade de expressão. Ele marca também a passagem de Risério de crítico cultural a protagonista do debate público, posição que ele aprofundaria em obras posteriores, como As sinhás pretas da Bahia e Adeus, Identitarismo.
A edição em circulação no Brasil tem 199 páginas e integra o catálogo da Topbooks, editora que publica boa parte da produção recente do autor. Para quem quer entender a argumentação que alimenta as polêmicas mais recentes de Risério, este é o livro em que ela aparece de forma mais sistemática.





