Contexto e proposta de Antonin Artaud: o artesão do corpo sem órgãos
Antonin Artaud: o artesão do corpo sem órgãos acompanha a produção do poeta e dramaturgo francês como uma escrita feita de sangue e vontade de potência, nas palavras do próprio autor. Daniel Lins parte da obra de Artaud para discutir o corpo sem órgãos, conceito que atravessa o teatro, a poesia e a filosofia do século XX.
Lançado em 1999 e reeditado em 2011, o livro reúne a leitura de um estudioso que acompanha Artaud há décadas. O foco está na vivência radical da crueldade — não como violência gratuita, mas como experiência que coloca o corpo e o pensamento à prova. A escrita de Lins mistura ensaio e filosofia, sem abandonar a análise textual.
A obra interessa a leitores de teatro, filosofia e psicanálise, e funciona como complemento aos estudos do autor sobre Gilles Deleuze e Espinosa. É também uma via de entrada para entender por que o corpo é tema recorrente na produção de Daniel Lins, presente em livros sobre Nietzsche, Deleuze e o imaginário do cangaço.
Para quem estuda a recepção de Artaud no Brasil, o volume é citado em trabalhos acadêmicos e em cursos de artes cênicas, o que mantém o título em circulação mesmo décadas depois da primeira edição.





