Contexto e proposta de Lampião o homem que amava as mulheres
Lampião, o homem que amava as mulheres nasceu da tese de doutorado de Daniel Lins na Universidade Paris VII e se tornou uma das leituras mais singulares do cangaço. Em vez de repetir a imagem do bandido sanguinário, o autor investiga o lugar das mulheres no bando e a sensibilidade de um homem que encontrou no universo feminino uma forma de escapar do destino trágico, como resume a apresentação da edição brasileira.
O livro combina sociologia, psicanálise e história para tratar o cangaço como fenômeno do imaginário. Lins trabalha com a ideia de bandido social e com a ambiguidade trágica de Lampião, figura ao mesmo tempo temida e celebrada. A edição da Annablume retoma a investigação que também originou o volume publicado na França pela editora Seuil.
É uma obra para quem quer entender o cangaço além do folclore e para leitores interessados na relação entre violência, honra e cultura no sertão. O livro dialoga com outros estudos do autor sobre o imaginário da ordem e da violência e ajuda a explicar por que Daniel Lins é lembrado como intérprete do tema em universidades brasileiras e estrangeiras.





