Contexto e proposta de Canções de atormentar
Canções de atormentar é o terceiro livro de poemas de Angélica Freitas, publicado pela Companhia das Letras em 2020, cinco anos depois da última coletânea de inéditos. O volume reúne poemas guardados em cadernos antigos e textos publicados em revistas ao longo da carreira — material que ganha aqui o formato de canção, com refrões, repetições e ritmo de fala.
A memória é o fio que costura o livro: lembranças de família, cenas de infância, amores antigos e paisagens atravessam poemas que alternam humor e melancolia. A autora contou em entrevistas que a música sempre foi uma influência central na formação dela, algo que se percebe na atenção ao som das palavras.
O título dialoga com parcerias musicais reais. Em 2018, a cantora Juliana Perdigão gravou poemas de Angélica Freitas no disco Folhuda; em 2022, o cantor e compositor Vitor Ramil lançou Avenida Angélica, álbum em que musicou poemas da autora. Com Perdigão, a poeta mantém o duo Poesie und Musik (P.u.M.), que apresenta performances com leituras e canções.
Para quem já leu Um útero é do tamanho de um punho, Canções de atormentar mostra outra temperatura da escrita de Angélica Freitas: menos embate, mais memória e som. O livro está disponível em edição impressa e em formato digital.





