Canta que a vida é um dia reúne crônicas de Elsie Lessa em um volume publicado em 1998 pela Razão Cultural, dois anos antes da morte da autora. Com 220 páginas, o livro saiu quando a cronista já vivia em Portugal havia mais de uma década e se aproximava do fim da colaboração de quase cinquenta anos com O Globo.
O subtítulo estampado na capa — “fragmentos de uma vida com profunda observação” — resume o projeto do volume: em vez de uma autobiografia formal, a autora organiza lembranças, cenas de viagem e retratos de pessoas a partir das crônicas publicadas ao longo da carreira. É um livro de maturidade, escrito por alguém que já havia feito do cotidiano o material principal do próprio trabalho.
Crônicas reunidas de uma vida inteira
Para quem já leu as colunas da autora no jornal, o volume funciona como uma espécie de balanço: os textos escolhidos atravessam décadas e mostram a cronista em diferentes fases, do Rio de Janeiro dos anos de redação à vida portuguesa, de onde ela passou a enviar seus textos a partir de 1985.
Para quem chega agora, é uma porta de entrada menos dispersa do que a busca em arquivos de jornal. O leitor encontra a mesma voz que fez Elsie Lessa ser lembrada ao lado de Rubem Braga e de outros mestres da crônica brasileira, mas organizada em livro, com começo e fim.
Como encontrar o livro
A edição de 1998 está fora de catálogo e não tem reimpressão recente. Ela aparece em sebos, bibliotecas públicas e listings de usados, geralmente em estado razoável ou bom. Quem procura um exemplar deve observar se o volume tem sobrecapa, se as páginas estão amareladas pelo tempo e se há marcas de umidade — cuidados comuns em livros de quase três décadas.
O título também é citado em bibliografias e catálogos de bibliotecas universitárias, o que ajuda a confirmar a edição e a localizar exemplares para consulta antes de comprar.



