Cheia de graça chegou às livrarias brasileiras em outubro de 2024, pela BestSeller, e marcou o retorno de Heloísa Périssé à literatura após duas décadas dedicadas sobretudo à televisão e ao teatro. O subtítulo resume a proposta: uma jornada de humor, amor e cura.
De onde nasceu Cheia de graça
O livro parte de uma experiência que a autora tornou pública: o diagnóstico de um tumor raro nas glândulas salivares, em 2019, e os anos de tratamento até a celebração de cinco anos de cura, em 2025. Em vez de um relato clínico, Heloísa Périssé escolheu o tom que a acompanha desde a Escolinha do Professor Raimundo: o humor como forma de atravessar o que dói, sem esconder a gravidade do que aconteceu.
Ao longo dos capítulos, o leitor encontra memórias de família, reflexões sobre fé e espiritualidade, passagens da trajetória artística e observações sobre amor e amizade. É um livro de maturidade, lançado pela autora aos 58 anos, em plena atividade, e que transforma a própria história em conversa com o público adulto.
O que o leitor encontra no livro
Cheia de graça não segue a linha de autoajuda com fórmulas prontas. A estrutura mistura cenas do cotidiano, lembranças de palco e passagens de uma carreira iniciada nos anos 1980, com textos que soam como uma conversa em voz alta — recurso que a autora domina desde os tempos de Zorra Total e Sob Nova Direção.
Quem acompanha a atriz na televisão reconhece ali a mesma voz de personagens como Tati e Belinha, agora aplicada a um material pessoal. Quem chega ao livro sem conhecer a obra dela encontra um relato sobre recomeço, amizade e o papel da espiritualidade nos momentos difíceis.
Por que o lançamento teve eco
O livro foi apresentado em eventos pelo país e ganhou espaço na imprensa cultural. Em fevereiro de 2025, Heloísa participou de uma conversa com pacientes oncológicos e médicos em Salvador, cidade onde viveu na adolescência — encontro em que falou sobre a experiência de ter atravessado a doença e transformado o período em material de trabalho.
Para o público que acompanha a carreira desde os anos 1990, Cheia de graça funciona como uma ponte: mostra onde a comediante estava fora dos palcos e como o humor que sempre a definiu se comporta diante de um assunto sério.
Para quem é o livro
- Leitores que acompanham a trajetória de Heloísa Périssé na TV e no teatro.
- Pessoas interessadas em relatos sobre saúde, fé e recuperação contados sem tom solene.
- Fãs de livros de memórias escritos por artistas brasileiros.
A edição está disponível em livrarias e no formato digital. O livro não promete cura nem receita: propõe uma leitura sobre como o humor e as relações afetivas ajudam a sustentar alguém durante um tratamento longo.




