O Diário de Tati, publicado pela Objetiva em 2003, foi o primeiro livro de Heloísa Périssé e nasceu de um personagem que já existia na televisão: a Tati do quadro Papo Irado, exibido no Fantástico entre 2002 e 2003.
O que é o livro
Escrito em forma de diário, o livro dá voz a uma adolescente que transforma dúvidas e conflitos em desabafo. Tati pergunta por que é obrigada a fazer o que não gosta, por que precisa acordar com despertador, por que não pode comer o que quer sem engordar e por que tem de passar pela adolescência. Diante de tanta pressão, escolhe contar tudo a alguém confiável — e é esse diário que o leitor acompanha.
O tom é leve e direto, com capítulos curtos que reproduzem o ritmo de quem escreve no fim do dia. A personagem fala de amizades, escola, família e dos primeiros amores sem tratar a adolescência como problema a ser resolvido: trata como fase a ser atravessada com humor.
Da TV para a estante
A Tati surgiu no Fantástico e continuou aparecendo na televisão: em 2009, no Zorra Total, e em 2010, em Os Caras de Pau. Em 2012, Heloísa Périssé levou a personagem para o cinema no filme O Diário de Tati, em que volta a interpretar a protagonista.
Essa circulação entre TV, livro e cinema explica por que o título segue sendo buscado: é a porta de entrada de um universo que acompanhou uma geração de leitoras e espectadoras.
Por que o livro ainda circula
O Diário de Tati pertence à linhagem dos livros em formato de diário, que ganharam força entre leitores adolescentes nas décadas de 1990 e 2000. A diferença é a origem: a personagem não nasceu na página, nasceu do corpo e da voz de uma atriz que já tinha público na TV.
Vale lembrar que a autora continuou escrevendo depois dele: em 2004 lançou a continuação, Mãe, você não tá entendendo..., e em 2024 publicou Cheia de Graça, já voltado ao público adulto. Lidos em sequência, os três livros mostram a passagem de uma escrita juvenil para uma escrita de memórias.
Como encontrar
A edição original da Objetiva costuma ser encontrada em sebos e no mercado de livros usados. Para quem quer começar pela personagem antes de ver o filme, o livro é o ponto de partida natural.




